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Delegada Rosilei de Lima alerta para combate à violência contra mulheres e crianças

A delegada Rosilei de Lima participou do programa Jovem News para discutir os desafios enfrentados no combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes. Durante a entrevista, ela destacou a necessidade de ampliar a informação, fortalecer a rede de proteção e incentivar a denúncia como ferramentas essenciais para prevenir crimes e salvar vidas.
Com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil de Rondônia, Rosilei afirmou que sua experiência em diferentes unidades policiais, incluindo a Central de Flagrantes e a Delegacia de Homicídios, permitiu acompanhar de perto a realidade das vítimas de violência doméstica e dos casos de feminicídio registrados no estado.
Segundo a delegada, muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos por medo, dependência emocional ou financeira e pela dificuldade de identificar os diferentes tipos de violência previstos na legislação.
Violência vai além da agressão física
Durante a conversa, Rosilei explicou que a violência doméstica não se limita às agressões físicas.
Ela lembrou que também existem violência psicológica, moral, patrimonial e sexual, todas previstas na Lei Maria da Penha.
Entre os exemplos citados estão ameaças constantes, controle financeiro, humilhações públicas, difamação, relações sexuais sem consentimento e outras formas de abuso que podem ocorrer dentro dos relacionamentos.
A delegada ressaltou que reconhecer esses sinais é o primeiro passo para romper o ciclo da violência.
Informação salva vidas
Para Rosilei de Lima, o acesso à informação representa uma das principais formas de proteção das mulheres.
Ela destacou que mulheres informadas conhecem seus direitos, identificam situações de risco e sabem onde buscar ajuda.
Em casos de violência em andamento, a orientação é acionar imediatamente o telefone 190, permitindo que a Polícia Militar faça o atendimento emergencial.
Já para solicitar medidas protetivas e registrar ocorrências, a vítima pode procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou utilizar os canais digitais disponibilizados pelo sistema de Justiça.
A delegada explicou que atualmente diversos mecanismos permitem maior agilidade na concessão das medidas protetivas, reduzindo o tempo de resposta às vítimas.
Feminicídio continua sendo um desafio
Ao abordar o aumento dos casos de feminicídio, Rosilei afirmou que muitos crimes acontecem quando o agressor não aceita o fim do relacionamento.
Segundo ela, o sentimento de posse sobre a mulher ainda está presente em diversos casos investigados pela polícia.
A delegada destacou que a violência costuma crescer justamente quando a vítima busca autonomia financeira, decide encerrar o relacionamento ou rompe o controle exercido pelo agressor.
Ela reforçou que nenhuma mulher deve enfrentar essa situação sozinha e incentivou familiares, amigos e vizinhos a denunciarem episódios de violência sempre que presenciarem ou tiverem conhecimento dos fatos.
Crianças também precisam de proteção
Outro tema abordado foi a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Rosilei alertou que, na maioria dos casos, os abusos são praticados por pessoas conhecidas da vítima, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar.
Segundo ela, o silêncio favorece exclusivamente o agressor.
A delegada defendeu o fortalecimento da atuação conjunta entre famílias, escolas, Conselho Tutelar, Ministério Público e forças de segurança para identificar sinais de abuso e garantir proteção às vítimas.
Ela também ressaltou a importância de orientar crianças sobre situações inadequadas e incentivar que comuniquem imediatamente qualquer comportamento suspeito a um adulto de confiança.
Uso excessivo das telas preocupa
Na parte final da entrevista, Rosilei chamou atenção para o crescente distanciamento entre pais e filhos provocado pelo uso excessivo de celulares, jogos e redes sociais.
Segundo ela, muitos responsáveis acabam transferindo para as telas parte da educação e do acompanhamento emocional das crianças, aumentando a vulnerabilidade diante de crimes virtuais, exploração sexual, desafios perigosos e outras formas de violência digital.
Para a delegada, a participação ativa da família continua sendo o principal fator de proteção.
Ela defendeu mais diálogo, acompanhamento da rotina das crianças e fortalecimento dos vínculos familiares como estratégias fundamentais para reduzir situações de risco.
Ao encerrar a entrevista, Rosilei reforçou que combater a violência depende da atuação conjunta da sociedade, das instituições públicas e da população, incentivando que qualquer suspeita de violência seja comunicada às autoridades competentes.

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Fonte: News Rondônia

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