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Delegação do Irã desembarca no Paquistão para negociações com EUA

Uma delegação de alto nível do Irã, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, chegou a Islamabad, no Paquistão, na tarde deste sábado (11). O grupo, que inclui o ministro dos Negócios Estrangeiros, o governador do Banco Central e altos comandos militares, busca iniciar negociações de paz com os Estados Unidos. No entanto, a televisão estatal iraniana informou que as conversas só terão início se a delegação norte-americana aceitar formalmente as condições prévias estabelecidas por Teerã.
Ao desembarcar, Qalibaf declarou que o Irã possui “boa vontade” para o diálogo, mas ressaltou a profunda desconfiança em relação a Washington. Segundo o líder parlamentar, o país está pronto para um acordo, desde que os Estados Unidos ofereçam termos que ele classificou como “genuínos” e respeitem os direitos iranianos. A escolha do Paquistão como mediador e sede do encontro reflete a posição estratégica do país na região e o papel do primeiro-ministro Shehbaz Sharif na tentativa de evitar uma escalada de conflitos.
Pelo lado norte-americano, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que está a caminho de Islamabad após uma escala técnica em Paris. Em declarações antes do embarque, Vance expressou esperança em um resultado positivo, mas adotou um tom de cautela. “Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”, alertou. Enquanto isso, em postagem em rede social, o presidente Donald Trump manteve a pressão retórica, afirmando que o Irã não possui “cartas na manga” e precisa do acordo.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, classificou o momento como uma “fase decisiva” para a estabilidade global. Sharif destacou que a consolidação de um cessar-fogo permanente é a parte mais complexa do processo, exigindo a resolução de questões estruturais acumuladas por décadas. O encontro é acompanhado com atenção pela comunidade internacional, dado o impacto direto das tensões entre os dois países na economia global e na segurança das hidrovias internacionais.
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Fonte: News Rondônia

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