Pular para o conteúdo
Policia

Daniel Vorcaro é transferido para cela comum da Polícia Federal em Brasília

2 minutos de leitura

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), em Brasília. A mudança de acomodação carcerária foi formalmente autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator dos inquéritos que apuram fraudes fiscais e financeiras na gestão da instituição privada.

Desde o dia 19 de março deste ano, o empresário encontrava-se custodiado em uma sala especial de estado-maior na sede da corporação. O espaço é o mesmo aposento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneceu detido antes de receber o benefício judicial da prisão domiciliar. A permanência de Vorcaro no local estratégico justificava-se pelo andamento de tratativas sigilosas com as autoridades.

Restrição de visitas após entrega de proposta

Durante o período em que ocupou a sala especial, o banqueiro gozava de flexibilidade operacional para se reunir com as equipes de advogados incumbidas de redigir os termos de seu acordo de delação premiada. A proposta final de colaboração voluntária foi protocolada e entregue oficialmente à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início deste mês de maio.

Com o encerramento desta etapa preliminar da negociação, o ministro André Mendonça determinou o retorno do detento à carceragem convencional da PF. A partir de agora, Vorcaro passa a ser submetido às rígidas normas internas da instituição destinadas aos presos comuns, o que limita o contato com seus defensores a apenas duas visitas diárias com duração máxima de 30 minutos cada.

Histórico da Operação Compliance Zero

O banqueiro foi preso em flagrante no dia 4 de março, data em que foi deflagrada a terceira fase da Operação Compliance Zero. A linha de investigação da Polícia Federal apura um esquema bilionário de fraudes financeiras estruturadas, que inclui a fabricação de carteiras de crédito sem lastro e suspeitas de pagamento de propina a agentes públicos e ex-diretores de órgãos reguladores.

Os investigadores detalham que a organização criminosa tentou articular a venda fraudulenta do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), uma instituição financeira pública vinculada ao Governo do Distrito Federal (GDF). A transação comercial acabou interceptada e bloqueada por técnicos do Banco Central antes de sua consolidação, mas títulos podres do Master chegaram a ser adquiridos pelo banco público.

Veja mais notícias