O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nesta quarta-feira (17), um balanço de sua participação na Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. Em entrevista coletiva concedida em Genebra, na Suíça, o chefe do Executivo brasileiro destacou que o fórum internacional foi uma oportunidade estratégica para discutir os desequilíbrios políticos, econômicos e sociais entre as nações.
Durante o evento, o governo brasileiro defendeu a necessidade de os países industrializados descentralizarem seus investimentos. Segundo o presidente Lula, o crescimento econômico global sustentável depende diretamente da geração de empregos, salários e novos mercados consumidores na América Latina, África, Índia e China.
Um dos pontos centrais defendidos pela comitiva brasileira na Cúpula do G7 foi a mudança no modelo de exploração de terras raras e minerais críticos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está aberto a investimentos estrangeiros e parcerias tecnológicas, desde que a industrialização e o enriquecimento desses componentes minerais ocorram dentro do território nacional.
O objetivo da diretriz é evitar a repetição de ciclos econômicos passados, como o do ouro e o do minério de ferro, nos quais os recursos naturais eram exportados sem deixar valor agregado ou desenvolvimento industrial no país. No setor tecnológico, o presidente apresentou as iniciativas brasileiras de segurança jurídica no ambiente digital, destacando a proibição de celulares em escolas e a criação do ECA digital para a proteção de menores.
Ao final das sessões, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o Brasil endossou três das oito declarações conjuntas do G7: segurança digital para menores, cooperação no combate ao câncer e o enfrentamento internacional ao narcotráfico. Em paralelo ao evento, o presidente Lula manteve reuniões bilaterais com líderes da França, Egito, Ucrânia, Suíça e com a liderança da União Europeia.
O chanceler destacou o encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, onde ficou definido o lançamento das negociações comerciais entre o Japão e o Mercosul para o final do mês, em Assunção. Além disso, Vieira celebrou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) pelo Legislativo da Suíça, projeto que atualmente tramita no Senado Federal brasileiro após aprovação na Câmara dos Deputados.
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Fonte: News Rondônia