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Cuba debate reformas para enfrentar crise econômica

O governo de Cuba iniciou nesta quarta-feira (17) um processo de debate sobre um amplo pacote de reformas estruturais destinadas a revitalizar a economia da ilha. As propostas, anunciadas pelo presidente Miguel Díaz-Canel e submetidas ao Comitê Central do Partido Comunista, buscam equilibrar a planificação centralizada com mecanismos de mercado. O objetivo central é superar contradições internas que travam a produção, visando combater a escassez de recursos e proteger o programa social do país, mesmo diante do agravamento das sanções internacionais.
Descentralização e autonomia
O plano de transformação propõe uma mudança radical na gestão do Estado cubano. Entre as medidas, destaca-se a concessão de maior autonomia para municípios e províncias, que passariam a gerir investimentos estrangeiros, importações e exportações diretamente, sem a necessidade de autorização central. As empresas estatais também ganharão liberdade para definir políticas salariais e de investimentos, além de poderem estabelecer associações com o setor privado, visando a eficiência financeira e a redução de custos para o orçamento público.
Reformas setoriais e subsídios
A reforma abrange setores estratégicos como turismo, agricultura e comércio exterior. O governo planeja eliminar gradualmente os subsídios generalizados a produtos, substituindo-os por auxílios direcionados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Na agricultura, o foco está na produtividade: produtores rurais terão acesso facilitado ao mercado de insumos e cambial para reduzir as extensas áreas de terras ociosas. A medida visa aumentar a oferta interna de alimentos, um dos pontos mais críticos da atual crise de abastecimento.
Pressão externa e cenário de asfixia
O debate ocorre em um contexto de severo aperto no bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Desde o final de 2025, o governo norte-americano intensificou as restrições navais, afetando o fornecimento de petróleo e atingindo setores vitais como mineração e turismo. O bloqueio tem provocado apagões frequentes, inflação em itens básicos e a desarticulação do transporte público. Para o presidente Díaz-Canel, a mudança é uma necessidade estratégica: “Se não temos riqueza, é muito difícil poder avançar no programa social”.
As propostas, que ainda dependem de aprovação na Assembleia Nacional, preveem também uma redução drástica da burocracia estatal e a liberalização do mercado cambial. A meta final, segundo o governo cubano, é criar um marco legal estável que garanta segurança aos negócios, permitindo que a economia cubana encontre novos caminhos de sobrevivência e crescimento diante da pressão externa contínua.
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Fonte: News Rondônia

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