O crédito para caminhões no Brasil foi ampliado com a nova fase do Move Brasil, que agora soma R$ 21,2 bilhões e passa a incluir também ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. A medida busca renovar a frota e fortalecer o transporte no país.
A expansão ocorre após o sucesso da primeira etapa, que teve 100% dos recursos esgotados em poucos meses, demonstrando alta demanda do setor. Agora, o programa retorna com condições mais acessíveis e maior alcance.
O financiamento segue voltado para empresas de transporte, cooperativas e caminhoneiros autônomos, com limite de até R$ 50 milhões por beneficiário, sob operação do BNDES em parceria com outras instituições financeiras.
As novas regras tornam o crédito para caminhões mais acessível. A taxa de juros caiu para cerca de 11,3% ao ano, enquanto o prazo de pagamento foi ampliado para até 10 anos, com carência de 12 meses para autônomos.
Um dos focos da nova fase é justamente ampliar o acesso dos pequenos. Serão R$ 2 bilhões exclusivos para caminhoneiros autônomos, segmento que historicamente enfrenta mais dificuldades para obter financiamento.
Mesmo com a ampliação, o governo alertou para a necessidade de maior equilíbrio na liberação dos recursos, já que bancos ainda priorizam grandes empresas em detrimento de pequenos operadores.
Outro avanço importante é a inclusão de novos veículos no programa. Além do crédito para caminhões, o Move Brasil agora contempla também ônibus e equipamentos rodoviários, ampliando o impacto na economia e na mobilidade.
O transporte rodoviário responde por cerca de 60% das cargas movimentadas no Brasil, sendo essencial para o abastecimento e a integração nacional. A renovação da frota é vista como estratégica para reduzir custos e aumentar a eficiência.
O programa também estabelece critérios ambientais obrigatórios. Veículos mais modernos, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes, terão prioridade. Quem substituir caminhões antigos poderá conseguir taxas ainda mais reduzidas.
Além do impacto direto no transporte, a medida deve estimular a indústria automotiva, gerar empregos e movimentar toda a cadeia produtiva ligada ao setor.
O pacote inclui ainda reforço no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), ampliando o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas, com maior segurança para os bancos.
Com isso, o governo aposta no crédito para caminhões como ferramenta para modernizar a logística, impulsionar a economia e fortalecer o desenvolvimento regional.
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Fonte: News Rondônia