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CPI do Crime aprova investigação sobre beneficiários do Banco Master e convoca ex-noiva de banqueiro

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), uma série de requerimentos para aprofundar as investigações sobre a fraude bilionária envolvendo o Banco Master e a Reag Investimentos. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), obteve autorização para solicitar à CVM, ao Banco Central e à Receita Federal a identificação dos beneficiários finais de fundos exclusivos geridos pelas instituições. Segundo o senador, o uso de sucessivas camadas de fundos é uma estratégia comum para ocultar o destino e a real propriedade de capitais ilícitos no mercado financeiro.
A CPI também aprovou a convocação da empresária Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, para prestar esclarecimentos sobre o recebimento de um imóvel avaliado em R$ 450 milhões, o que parlamentares suspeitam ser uma manobra de ocultação de patrimônio. Além disso, foi autorizada a quebra de sigilos da Prime Aviation, empresa ligada ao grupo que teria sido utilizada para o transporte de aliados políticos e lavagem de dinheiro. O ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, também será ouvido sobre denúncias de fraudes em empréstimos consignados de servidores estaduais.
Blindagem e Embates Políticos
Apesar do avanço nas investigações sobre o núcleo financeiro, a maioria da comissão rejeitou pedidos que miravam figuras do governo anterior. Foram negadas a quebra de sigilo bancário do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes e a convocação de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. A oposição argumentou que tais pedidos extrapolavam o escopo da CPI e possuíam motivação eleitoral, enquanto a base governista sustentou que a desregulação do mercado no período facilitou o crescimento do esquema criminoso.
A sessão desta manhã não contou com o depoimento do ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza. Suspeito de ligações com Vorcaro, ele obteve um habeas corpus concedido pelo ministro do STF André Mendonça, que tornou seu comparecimento opcional, resultando em sua ausência no plenário.
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Fonte: News Rondônia

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