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COP15 termina com proteção recorde para 40 novas espécies migratórias

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) encerrou suas atividades em Campo Grande (MS) neste domingo (29) com resultados históricos. O encontro reuniu negociadores de 132 países e da União Europeia, culminando na inclusão de 40 novas espécies em listas de proteção internacional. O balanço final aponta um avanço de 10% na cobertura do tratado global, um número considerado inédito pelos organizadores e que reforça o compromisso das nações signatárias com a biodiversidade.
O Brasil teve um papel de protagonismo, conseguindo a aprovação de seis das sete propostas apresentadas. Entre os animais que agora contam com proteção rigorosa estão o peixe pintado, o tubarão cação-cola-fina e aves como o maçarico-de-bico-torto e o caboclinho-do-pantanal. Essas espécies foram integradas aos anexos da Convenção (CMS), o que obriga legalmente os países por onde elas transitam a adotar medidas coordenadas de conservação, garantindo a segurança de suas rotas migratórias.
Cooperação para gigantes da Amazônia e oceanos
Além da listagem de espécies, a COP15 selou 16 acordos de cooperação internacional. Um dos destaques foi a aprovação do Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos, liderado pelo Brasil. O plano visa proteger peixes que percorrem milhares de quilômetros entre a foz e as cabeceiras dos rios amazônicos. Também foram pactuadas ações para a preservação da ariranha e de grandes tubarões, como o mangona e o peregrino, unindo esforços técnicos e financeiros entre os países vizinhos.
A escolha de Campo Grande como sede foi estratégica para enfatizar que a proteção da fauna não pode ser feita de forma isolada. Como as espécies migratórias atravessam fronteiras políticas, a sobrevivência de um animal que nasce no Brasil pode depender de políticas ambientais na Argentina ou na Guiana. As 39 resoluções aprovadas também abordam temas como saúde animal e o impacto de infraestruturas de energia, buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a livre passagem das espécies pelos biomas sul-americanos.
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Fonte: News Rondônia

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