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Conexão RH | Seung Hwan Lim fala sobre gestão

O Conexão RH recebeu, nesta terça-feira, 24 de junho de 2026, Seung Hwan Lim, conhecido no Brasil como Marcelo Lim, para uma conversa sobre gestão, estratégia comercial, cultura coreana, adaptação ao Brasil e atuação no mercado óptico.
Durante a entrevista, conduzida por Mariana, o convidado compartilhou detalhes de sua trajetória pessoal e profissional. Coreano de nascimento e morando no Brasil há 38 anos, Marcelo contou que chegou ao país ainda adolescente, acompanhado da família, após convite de uma tia que já vivia em território brasileiro.

“Adotei o Brasil como minha casa. Me sinto brasileiro pelas amizades que fiz e pelas pessoas que aprenderam a gostar e respeitar”, afirmou.

Da Coreia ao Brasil: uma trajetória de adaptação
Marcelo relembrou que chegou ao Brasil aos 13 anos, em uma época em que a Coreia do Sul ainda não tinha o desenvolvimento econômico atual. Segundo ele, a mudança representou a busca por melhores condições de vida.
Ao falar sobre as primeiras impressões do país, destacou o impacto da comida brasileira, especialmente o churrasco e as frutas, que eram menos acessíveis em sua infância.

“Quando eu cheguei no Brasil, meus parentes me levaram a uma churrascaria. Nossa, era muito bom e podia comer à vontade. Banana, ketchup, maionese, era tudo novidade”, contou.

O entrevistado também destacou o calor humano como uma das características mais marcantes do Brasil.

“Quando você viaja para outros países, sabe que só aqui no Brasil tem esse calor humano que em outros lugares não encontra”, disse.

Cultura coreana, brasileira e o jeito de trabalhar
Um dos pontos centrais da entrevista foi a comparação entre os modelos de trabalho da Coreia, da China e do Brasil.
Marcelo explicou que a cultura asiática costuma ser marcada por disciplina, velocidade e foco em resultados. Ele citou a expressão coreana “pali-pali”, usada para representar a ideia de fazer tudo com rapidez e eficiência.

“Se você for para a Coreia, a primeira palavra que aprende na rua é pali-pali. Está enraizado na cultura. É fazer rápido com eficiência”, explicou.

Apesar disso, ele ressaltou que velocidade não pode significar falta de qualidade.

“O mais importante é fazer a coisa certa, eficiente, para não ter que fazer retrabalho”, afirmou.

O que brasileiros e coreanos podem aprender uns com os outros
Durante a conversa, Marcelo afirmou que os brasileiros podem aprender com a cultura asiática a importância de tratar o trabalho com responsabilidade, como se fosse um negócio próprio.
Por outro lado, ele destacou que os coreanos e chineses também podem aprender com os brasileiros sobre equilíbrio e qualidade de vida.

“O que eu mais respeito nos brasileiros é que eles não se matam de trabalhar. Eles sabem viver a vida, sair no fim de semana, fazer resenha. O nosso povo, muitas vezes, vive só para trabalhar”, disse.

A fala trouxe uma das reflexões mais humanas da entrevista: a necessidade de unir disciplina, produtividade e bem-estar.
Liderança, cobrança e transparência
No ambiente profissional, Marcelo afirmou ter uma postura diferente da vida pessoal. Mesmo sendo descontraído fora do trabalho, disse que no meio corporativo cobra resultados com seriedade.

“No trabalho, sou totalmente diferente. Eu cobro muito resultado, mas também respeitando a pessoa”, explicou.

Ele também defendeu a transparência nas relações comerciais. Para o entrevistado, uma boa negociação precisa ser positiva para todas as partes envolvidas.

“Negócio bom tem que ser bom para mim, para a empresa e para o cliente. Não pode ser bom só para um lado”, afirmou.

Marcelo destacou ainda que confiança é um dos principais ativos de uma relação comercial duradoura.

“Quando você é transparente e não quer trapacear, os clientes pegam confiança em você, no seu produto e na sua empresa. Negócio bom é aquele que dura por muito tempo”, disse.

Atuação no mercado óptico
Seung Hwan Lim atua no ramo óptico e falou sobre o trabalho de representar uma empresa internacional do setor. Segundo ele, a missão é levar ao mercado brasileiro produtos com tecnologia, qualidade e preço acessível.

“Sou muito grato por estar nessa empresa e por terem confiado a mim a responsabilidade de trazer novidades e novas tecnologias para o mercado óptico brasileiro”, afirmou.

O entrevistado também comentou que o comportamento do consumidor varia conforme a região do país.
Segundo ele, clientes do Sul costumam buscar diferenciais tecnológicos e qualidade, enquanto consumidores do Norte e Nordeste tendem a priorizar preço acessível sem abrir mão da qualidade.

“Quando visito clientes do Sul, a primeira pergunta é o que tem de diferente nas lentes. No Norte e Nordeste, a primeira pergunta é qual é o preço”, explicou.

Tecnologia e futuro da saúde visual
Marcelo também comentou sobre o avanço da tecnologia no setor óptico, especialmente diante do aumento da exposição às telas de celulares, computadores e outros dispositivos.
Para ele, a indústria tem observado essa mudança de comportamento como uma oportunidade de desenvolver lentes com novas proteções.

“Sempre surgem novas tecnologias. Hoje já existem lentes com proteção contra efeitos da exposição a telas, e em breve novas soluções devem chegar ao mercado”, explicou.

Culinária, identidade e vida no Brasil
Além da carreira, a entrevista também abordou temas culturais e pessoais. Marcelo falou sobre sua relação com a culinária brasileira e coreana, citando pratos como kimchi, maniçoba e comida mineira.

“O prato coreano que eu gosto muito é o kimchi. Quem acostuma, não tem prato melhor”, disse.

Ele também contou que gosta de cozinhar nas horas vagas e que esse é um de seus principais hobbies.

“Quando tenho tempo, gosto de fazer comidas diferentes. Comida mineira, coreana, brasileira. É meu hobby”, afirmou.

Uma vida entre duas culturas
Ao falar sobre identidade, Marcelo afirmou que se considera uma pessoa simples, com forte ligação tanto com a Coreia quanto com o Brasil.

“Eu sou um cara simples. Sou um sonhador, um lutador que trabalha todo dia por coisas melhores. Resumindo, eu sou um brasileiro normal, apesar de ser coreano”, disse.

A frase resume o tom da entrevista: uma conversa leve, humana e inspiradora sobre adaptação, carreira, disciplina, cultura e convivência entre diferentes formas de enxergar o mundo.
Dados rápidos
• Local: Programa Conexão RH, News Rondônia• Data: 24 de junho de 2026• Entrevistado: Seung Hwan Lim, conhecido como Marcelo Lim• Tema: gestão, cultura coreana, estratégia comercial e mercado óptico• Público beneficiado: profissionais de RH, gestores, empreendedores, estudantes e interessados em cultura organizacional
Perguntas Frequentes
Quem foi o entrevistado do Conexão RH?
O entrevistado foi Seung Hwan Lim, conhecido como Marcelo Lim, coreano que vive no Brasil há 38 anos e atua no mercado óptico.
Qual foi o tema principal da entrevista?
A conversa abordou gestão, estratégia comercial, cultura coreana, adaptação ao Brasil, liderança e diferenças culturais no trabalho.
O que Marcelo Lim destacou sobre a cultura brasileira?
Ele destacou o calor humano, a capacidade de viver com mais equilíbrio e a forma acolhedora dos brasileiros.
O que significa “pali-pali”?
“Pali-pali” é uma expressão coreana associada à ideia de fazer as coisas com rapidez e eficiência.
Qual foi a principal mensagem da entrevista?
A entrevista mostrou que disciplina, transparência, respeito e equilíbrio são fundamentais para construir uma carreira sólida e relações profissionais duradouras.
A participação de Seung Hwan Lim no Conexão RH trouxe uma reflexão importante sobre como diferentes culturas podem contribuir para o crescimento profissional. Ao unir disciplina asiática, experiência comercial e sensibilidade brasileira, Marcelo mostrou que liderança não depende apenas de cobrança, mas também de respeito, transparência e capacidade de adaptação.

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Fonte: News Rondônia

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