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RESPEITO
Campanha eleitoral não é território sem lei, muito menos autorização para destruir reputações.
RESPEITO 2
O que começa a acontecer contra a candidata ao Senado Sílvia Cristina merece uma reflexão que vai muito além de preferência política, partido, esquerda ou direita.
RESPEITO 3
Estamos falando de ética, respeito e humanidade. Sílvia Cristina pode e deve ser cobrada.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
Pode ser questionada pelo eleitor sobre seu mandato, suas emendas, seus votos, suas alianças, suas propostas e qualquer decisão tomada no exercício da vida pública. Isso faz parte da democracia.
JOGO BAIXO
O que não deveria fazer parte da democracia é a covardia. Ataques pessoais, insinuações, agressões nas redes sociais e tentativas de desqualificar uma pessoa sem discutir aquilo que efetivamente interessa ao eleitor representam o lado mais pobre de uma campanha.
DIFERENÇAS
E existe uma diferença gigantesca entre crítica e ataque. Crítica se responde com argumentos. Denúncia se responde com fatos. Divergência se enfrenta com debate. Ataque pessoal é outra coisa.
TRABALHO
Até aqui, Sílvia Cristina construiu uma trajetória pública sem fazer da agressão pessoal uma ferramenta política.
COMPORTAMENTO
Não é conhecida por transformar adversários em inimigos nem por usar redes sociais para humilhar quem pensa diferente.
OBSERVAÇÃO
Isso precisa ser considerado. Porque seria muito cômodo exigir educação apenas de quem está sendo atacado enquanto se tolera todo tipo de baixaria de quem ataca.
ESCOLHEU NÃO RESPONDER
Em vídeo publicado nas redes sociais, Sílvia Cristina afirmou que não pretende devolver ataques.
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EXPLICOU
E resumiu sua posição numa frase: “Podem tirar meu tempo de TV, mas o trabalho está na memória do nosso povo.”
PERÍODO
É uma resposta política, evidentemente. Estamos em campanha.
CONTRADITÓRIO
Mas há outra frase da candidata que merece ainda mais atenção: “Ataque não constrói hospital, não faz cirurgia e nem reabilita ninguém.”
AÇÕES
É exatamente aí que a discussão deveria começar. Quem disputa uma vaga no Senado precisa mostrar o que fez, o que pretende fazer e por que merece o voto.
CONTRAPONTO
Se alguém considera que os números apresentados por Sílvia estão errados, que apresente os números corretos.
CONTRAPONTO 2
Se considera que os recursos destinados foram insuficientes, que demonstre. Se entende que determinada ação poderia ter sido melhor executada, explique como.
CONTRAPONTO 3
Se existe alguma irregularidade, apresente documentos e leve aos órgãos competentes. Isso é fiscalização. Isso é oposição. Isso é democracia.
SEM CONTEÚDO
Agora, substituir argumentos por ataques pessoais é apenas admitir a pobreza do debate.
JULGAMENTO
Sílvia Cristina apresenta como resultados de sua atuação mais de meio bilhão de reais destinados a Rondônia, investimentos na estruturação de quatro hospitais, ações para ampliar o diagnóstico precoce do câncer, milhares de cirurgias de catarata, recursos para infraestrutura nos 52 municípios e apoio à agricultura familiar.
AVALIAÇÃO
Esses números podem — e devem — passar pelo escrutínio público. Aliás, esse deveria ser o verdadeiro debate eleitoral.
DEMONSTRATIVOS
Quanto cada candidato trouxe para Rondônia? O que fez quando teve oportunidade? Quantas pessoas foram beneficiadas? Que projetos apresentou?
DEMONSTRATIVOS 2
Que compromissos assumiu e quais cumpriu? É muito mais trabalhoso responder a essas perguntas do que produzir uma postagem ofensiva. E talvez exatamente por isso alguns prefiram o ataque.
DO JOGO
Esse talvez seja o ponto mais importante. Sílvia Cristina é candidata. Como candidata, pode perder ou ganhar. Faz parte do jogo democrático.
HUMILHAÇÃO
Mas ninguém precisa tentar destruir a pessoa para derrotar a candidata. Há uma mulher, uma família e uma história por trás do nome colocado na urna.
LUCIDEZ
A política brasileira precisa reaprender essa diferença. O adversário de hoje não precisa ser tratado como criminoso, inimigo ou alguém que deve ser moralmente eliminado.
OPINIÃO
Quem acredita possuir uma proposta melhor para Rondônia tem que ter coragem suficiente para apresentá-la ao eleitor sem precisar diminuir ninguém.
OPINIÃO 2
Quem tem argumento debate. Quem tem trabalho mostra. Quem tem denúncia prova. Quem tem proposta apresenta. O restante é barulho.
OPINIÃO 3
Existe ainda um risco para quem aposta na agressividade: o ataque exagerado pode produzir exatamente o efeito contrário.
OPINIÃO 4
O eleitor observa. Percebe quando uma crítica é legítima e também percebe quando existe perseguição, exagero ou tentativa de desconstrução pessoal.
OPINIÃO 5
Sílvia Cristina decidiu não responder aos ataques. É uma escolha. E talvez seja uma escolha inteligente, porque existe uma diferença enorme entre silêncio e fraqueza.
OPINIÃO 6
Às vezes, não responder não significa não ter resposta. Significa simplesmente se recusar a descer ao nível de quem atacou.
OPINIÃO 7
Isso não significa que Sílvia Cristina esteja acima de críticas. Não está. Nenhum político está. Significa apenas que cobrança pública precisa ter limites civilizatórios.
OPINIÃO 8
A eleição para o Senado será disputada. E deve ser. Que se discutam saúde, segurança, BR-364, economia, agricultura, emprego, infraestrutura, desenvolvimento, municípios e o papel dos representantes de Rondônia em Brasília.
OPINIÃO 9
Que investiguem mandatos. Que comparem currículos. Que confrontem números. Que questionem promessas. Que façam debates duros. Mas façam política. Não façam linchamento.
OPINIÃO 10
Destruir reputações não melhora hospital, não reduz fila de cirurgia, não gera emprego e não coloca comida na mesa de ninguém.
OPINIÃO 11
E há uma regra que deveria valer para todos, inclusive para aqueles de quem discordamos: ninguém precisa abandonar a própria humanidade para vencer uma eleição.
OPINIÃO 12
Sílvia Cristina decidiu responder mostrando seu trabalho. Se esse trabalho é suficiente para levá-la ao Senado, quem decidirá será o eleitor.
FRASE
Quem planta ódio para colher votos não deveria se surpreender quando a sociedade começa a rejeitar a colheita.
Fonte: Tribuna Popular