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Coluna ESPAÇO ABERTO – Quando o corruptor compra todos ao mesmo tempo, nasce a sensação de impunidade absoluta

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

MAIS GRAVE

Existe algo ainda mais perigoso do que a corrupção isolada. É a corrupção pulverizada, espalhada, distribuída como uma rede de proteção política, jurídica e institucional.

INATINGÍVEL
Quando o corruptor percebe que consegue alcançar todos os lados, todos os grupos, todos os interesses e todos os “donos do poder”, ele passa a acreditar que se tornou intocável.
SOBERANO
E pior: começa a agir como verdadeiro proprietário das decisões nacionais. Se acha com poder suficiente para a palavra final.
PORTAL
As análises publicadas em vários portais sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro escancaram exatamente essa lógica perversa.
COMPREENSÃO 
O banqueiro teria entendido o funcionamento do sistema brasileiro de maneira assustadoramente prática: pagava para quem estava no poder e pagava também para quem poderia chegar ao poder amanhã.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
REALIDADE
Esse talvez seja o retrato mais cruel do Brasil contemporâneo. Embora o toma lá da cá já exista antes mesmo da descoberta de Cabral.
LEI DE GERSON
Não se trata mais de ideologia. Não se trata de esquerda, direita ou centro. O que aparece nesse ambiente nebuloso é um mercado de influência onde relações são construídas pela conveniência financeira.
CERTEZA
Quem compra favores acredita que está comprando silêncio, proteção, blindagem e, principalmente, permanência.
PEÇONHA
E aí nasce o maior veneno institucional: a sensação confortável de impunidade. Aliás, o que já está banalizado hoje.
PREÇO
O corruptor passa a enxergar ministros, políticos, operadores, empresários e autoridades não como representantes da sociedade, mas como peças de um tabuleiro adquirido a prestações milionárias.
SETORIZADO
Cada favor pago vira uma camada extra de proteção. Cada aproximação suspeita fortalece a ideia de que nada acontecerá.
DOMÍNIO
É nesse momento que a corrupção deixa de ser apenas crime financeiro. Ela se transforma em método de dominação.
MAIS ALÉM
O problema é que esse tipo de comportamento destrói algo muito maior que cofres públicos.
REPUTAÇÃO
Destrói a confiança da população. O cidadão comum olha para tudo isso e conclui que honestidade virou ingenuidade.
REPUTAÇÃO 2
Que influência vale mais que caráter. Que acesso vale mais que competência. Que dinheiro compra portas, consciências e conveniências.
RISCO
E quando a sociedade começa a acreditar nisso, o estrago institucional já está profundamente instalado.
MORALISTAS
O mais revoltante é perceber que muitos envolvidos nesses ambientes aparecem em público discursando sobre moralidade, democracia, ética ou patriotismo.
NA SURDINA
Nos bastidores, porém, a lógica parece ser outra: proteger espaços, preservar interesses e garantir sobrevivência política.
COMANDO
O Brasil criou uma cultura perigosíssima onde determinados grupos passaram a acreditar que podem controlar tudo simultaneamente — narrativa, bastidores, influência, favores e até versões da verdade.
FATO
Quando alguém compra todos ao mesmo tempo, deixa de temer consequências. E quem perde, mais uma vez, é o país.
FATO 2
Porque nenhuma democracia sobrevive por muito tempo quando o dinheiro começa a circular acima das instituições, acima da lei e acima da vergonha.
INFINITAMENTE
A grande tragédia brasileira talvez seja exatamente essa: não faltar leis, operações ou discursos inflamados. O que falta é limite moral para quem acredita que poder comprado é poder eterno.
COLETIVO
E toda vez que alguém se sente dono das decisões nacionais, a República inteira é humilhada.
FRASE
Quando o dinheiro fácil entra pela porta, a vergonha costuma sair pelos fundos.


Fonte: Tribuna Popular

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