Se Liga Rondônia
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Coluna ESPAÇO ABERTO – “Comunicação, currículo e estratégia: o tripé que vai eleger o próximo governador”

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

MENSAGEM
A comunicação será o diferencial na eleição para o Governo de Rondônia nas eleições de outubro.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
ARGUMENTAÇÃO
Terá que haver um trabalho excepcional de convencimento, principalmente, por parte dos três principais candidatos que aparecem hoje à frente nas pesquisas.
CURRÍCULO
É preciso apresentar o que fizeram por Rondônia contextualizando ações pontuais que tenham trazido ganhos para a população.
BRASÍLIA
Num cenário global, Marcos Rogério levaria vantagem por estar Senador da República, o que, teoricamente, lhe traz vantagem, desde que, é claro, tenha algo concreto para mostrar que fez.
RISCO
Se não tiver, Rogério já começa a disputa enfraquecido pois Hildon Chaves e Adailton Fúria, chegam na disputa com aprovações municipais após dois mandatos consecutivos como prefeito.
PORTO VELHO
Hildon tem a vantagem de ter sido gestor na capital, maior colégio eleitoral do estado. Mas isso não significa que Fúria esteja desfavorecido.
CACOAL
O agora ex-prefeito de Cacoal, também se saiu muito bem na avaliação popular em duas gestões marcadas por ações consideradas positivas.
DESAFIO
Olhando por esta ótica, Marcos Rogério é quem terá um enorme desafio. Primeiro repetir a votação de 2022 ao governo, que lhe rendeu 315 mil votos no primeiro turno e 415 mil no segundo turno.
GARANTIA
Isso acontecendo de novo, Rogério fica garantido no segundo turno. O problema é que o cenário estadual atual é completamente diferente da eleição passada.
LEGENDAS
Para o pleito deste ano, já se sabe que partidos considerados de esquerda terão candidatura própria enquanto a direita moderada e extremista irá dividir quase 80% da fatia do bolo.
DADOS
Mas vamos contextualizar falando do tamanho da direita em Rondônia. Na eleição presidencial:     Jair Bolsonaro teve 70,66% no 2º turno em Rondônia e Lula da Silva 29,34.
GIGANTE
E mais importante ainda: Bolsonaro venceu em todos os municípios do estado. Ou seja, existe um campo majoritário de direita consolidado (65% a 70%).
NICHO
Isso demonstra uma esquerda minoritária e estável (25% a 30%). O que esses números podem significar para a eleição estadual ?
FECHAMENTO
Na eleição para governador em 2022; Marcos Rogério (PL – bolsonarista) teve 47,53% no 2º turno;     Marcos Rocha (União Brasil) 52,47%. Isso revela algo crucial.
DIVISÃO
Mesmo com um estado fortemente bolsonarista, a direita se divide internamente. Aplicando isso aos três nomes de destaque nesse momento, chegamos a seguinte constatação.
HILDON CHAVES
Hildon Chaves tem perfil de direita moderada, o que lhe rende uma base provável de eleitor de direita menos ideológico, classe média urbana (especialmente Porto Velho) e parte do eleitor que votou em Bolsonaro, não  militante.
HILDON CHAVES 2
Os votos viriam de uma Direita pragmática (talvez 15%–25% do total) e parte de eleitores de Marcos Rocha (perfil administrativo).
MARCOS ROGÉRIO
Já o atual senador é de direita ideológica / bolsonarista raiz. Sua base provável vem do núcleo duro bolsonarista, eleitor mais politizado e fiel e do interior, evangélicos e conservadores.
MARCOS ROGÉRIO 2
Os votos viriam da Direita ideológica (30%–40%), e do eleitor que vota “por identidade política”
ADAILTON FÚRIA
O perfil do ex-prefeito de Cacoal é de outsider, com uma base  popular em um voto, digamos, emocional.
ADAILTON FÚRIA 2
Sua base provável teria um eleitor anti-sistema, parte da direita “difusa” (não ideológica), jovens e voto de protesto.
ADAILTON FÚRIA 3
Os votos viriam de fragmentos da direita bolsonarista, do eleitor que vota mais na pessoa do que na ideologia e de uma divisão estrutural do eleitorado de Rondônia.
PROJEÇÃO
Se isso se concretizar, com base nos números de 2022, o estado teria uma Direita total entre 65% a 70% do eleitorado.
PROJEÇÃO 2
Haveria um núcleo ideológico (Rogério): 30–40%; Direita pragmática (Hildon): 15–25%; direita volátil/protesto (Fúria): 10–20% e uma  Esquerda relativamente fixa 25% a 30% do eleitorado.
ENTENDIMENTO
Sendo assim fica claro que o jogo em Rondônia não é direita contra esquerda — isso já está resolvido.
ENTENDIMENTO 2
A disputa é para saber quem herda o eleitorado de direita que é maioria absoluta. Isso depende de três fatores: unidade ou divisão da direita; quem se conecta com o eleitor bolsonarista (legado de 70%); quem captura o voto “não ideológico” (decisivo no 2º turno).
ENTENDIMENTO 3
É com base nesses prováveis dados que os candidatos terão que caprichar na comunicação que vai definir para o eleitor quem é o melhor para administrar nosso estado nos próximos 4 anos.
FRASE
Em Rondônia, eleição não se vence só com ideologia — se vence com comunicação eficiente.


Fonte: Tribuna Popular

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