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Coluna ESPAÇO ABERTO – Chutar uma criança nunca é perda de paciência. É violência

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

OPINIÃO
Antes de tudo, uma constatação que revolta: nenhuma criança de três anos merece ser tratada como inimiga dentro da própria casa. Muito menos por quem tinha o dever legal e moral de protegê-la.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
OPINIÃO 2
Há crimes que chocam pela brutalidade. Outros, pela covardia. Este reúne as duas características.
CADEIA
A prisão do pai investigado por chutar a própria filha de apenas três anos representa mais do que uma resposta da polícia.
RECADO
É um lembrete de que a violência contra crianças não pode ser relativizada, justificada ou escondida atrás da desculpa da “falta de paciência”.
NÃO HÁ O QUE EXPLICAR
Quando a vítima é uma menina de três anos, a alegação não apenas perde força: transforma-se em agravante moral.
CONTRADIÇÃO
O que mais impressiona no caso são as contradições do próprio investigado. Em depoimento, ele admitiu que sabia que a filha possui Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
ATENÇÃO
Ou seja, ele tinha plena consciência de que a criança exigia ainda mais compreensão, acolhimento e paciência. Em vez disso, escolheu a violência.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
FATO
Quem reconhece a condição da criança não pode alegar surpresa com seu comportamento.
COMPREENSÃO
Quem sabe das dificuldades de uma criança pequena tem o dever de agir com responsabilidade, jamais com agressão. A infância não é o lugar da força; é o lugar da proteção.
LEI
A legislação brasileira é cristalina ao estabelecer que crianças têm direito à integridade física e psicológica.
LEI 2
A violência praticada contra elas pode levar o agressor a responder por crimes e outras infrações previstos na legislação, além das medidas protetivas cabíveis.
LEI 3
A sociedade já não aceita que a expressão “corrigir” seja usada como disfarce para atos de brutalidade.
DETALHE
Há outro aspecto que merece reflexão. Se um adulto perde o controle diante de uma menina de três anos, o problema não está na criança. Está no adulto.
DETALHE 2
Uma criança dessa idade ainda está aprendendo a lidar com emoções, limites e frustrações. O adulto, ao contrário, já deveria ter aprendido.
PROTEÇÃO
Pais não são escolhidos pelos filhos. Por isso mesmo, a responsabilidade de proteger é ainda maior.
ROMPIMENTO
Quando essa missão é substituída por chutes, agressões e violência, rompe-se o vínculo mais básico de confiança que uma criança pode ter.
LIÇÃO
A prisão não devolve à menina a sensação de segurança que lhe foi arrancada. Mas envia uma mensagem importante: a sociedade não pode fechar os olhos quando o agressor está dentro de casa.
LIÇÃO 2
Porque, para uma criança, não existe violência mais devastadora do que aquela praticada por quem deveria ser seu porto seguro.
EXEMPLO
Que a Justiça cumpra seu papel. E que esse caso sirva de alerta para todos os que ainda confundem autoridade com violência e disciplina com agressão.
APOIO
Crianças precisam de limites, sim. Mas, acima de tudo, precisam de proteção, respeito e amor.
CAUSA PRÓPRIA
Antes mesmo de a poeira baixar, a Câmara de Vilhena fez o que boa parte da população já imaginava: aprovou, por ampla maioria, o reajuste dos salários dos vereadores.
Gif e Foto: Reprodução / Redes Sociais 
CAUSA PRÓPRIA 2
Quando o assunto é interesse da própria classe política, a tramitação costuma ser rápida, eficiente e sem grandes obstáculos.
CAUSA PRÓPRIA 3
Uma agilidade que, infelizmente, nem sempre é vista em projetos que tratam de problemas enfrentados diariamente pela população.
OBSERVAÇÃO
É curioso observar como determinadas matérias parecem encontrar um “corredor expresso” dentro do Legislativo.
CASA CHEIA
Não falta quórum, não faltam votos, não aparecem pedidos de vista intermináveis nem discursos sobre falta de orçamento. Quando o tema envolve o próprio bolso, o consenso costuma surgir com uma velocidade admirável.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
NOVOS EDIS
No caso de Vilhena, os vereadores aprovaram o aumento dos próprios subsídios, que passarão a valer apenas para a próxima legislatura, conforme determina a legislação.
AGORA
Já o reajuste dos secretários municipais terá efeito imediato. Tudo dentro das regras, é verdade. Mas isso não impede que a sociedade faça uma reflexão sobre as prioridades do poder público.
OPINIÃO
A ironia é inevitável. Enquanto muitos cidadãos aguardam meses ou até anos por soluções para problemas de saúde, infraestrutura, segurança ou mobilidade, algumas decisões internas do poder político parecem encontrar um caminho muito mais curto entre a proposta e a aprovação.
OPINIÃO 2
É evidente que agentes públicos devem receber remuneração compatível com as responsabilidades dos cargos.
OPINIÃO 3
O debate, porém, nunca foi apenas sobre o valor dos salários, mas sobre o momento, a oportunidade e, principalmente, a percepção que esse tipo de decisão transmite para quem paga a conta.
OPINIÃO 4
A Câmara exerceu uma prerrogativa legal. Ninguém discute isso. O que a população certamente discutirá é a velocidade com que interesses corporativos avançam, enquanto tantas demandas coletivas continuam aguardando na fila. Afinal, quando o assunto é legislar em causa própria, parece que a burocracia tira férias.
MIMO
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FRASE
Proteger crianças é uma obrigação coletiva. Punir os agressores é parte essencial desse compromisso.


Fonte: Tribuna Popular

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