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COLUNA DO SIMPI – Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1

Pesquisa! Empresários rejeitam o fim do 6X1
Uma pesquisa de opinião empresarial realizada em Rondônia aponta que parte significativa dos empresários do estado vê com preocupação a proposta de proibição da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias e folga um. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 28 de maio de 2026, com 800 entrevistas junto a empresários, micro e pequenos empresários, industriais, empregadores, sócios, gestores e responsáveis administrativos de empresas localizadas em Rondônia. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A iniciativa foi conduzida pelo SIMPI, FACER, FECOMÉRCIO e Banco do Povo, com realização da Perfil Pesquisas, após entidades do setor produtivo receberem dados de uma pesquisa nacional do Sebrae sobre o tema. Segundo os organizadores, os números apresentados nacionalmente causaram estranhamento, por não refletirem a percepção observada entre empresários locais. Diante disso, as entidades decidiram ouvir diretamente o setor produtivo de Rondônia para compreender como os empresários avaliam a possível mudança na jornada de trabalho. Para alcançar os entrevistados, a empresa responsável pela pesquisa realizou cerca de 10 mil ligações telefônicas e enviou aproximadamente 40 mil mensagens por WhatsApp, em um amplo trabalho de contato com empresários e gestores do estado. O resultado mostra uma realidade diferente da interpretação de que a alteração não traria impacto relevante para os negócios. De acordo com a pesquisa, 43,9% dos entrevistados disseram discordar totalmente da proposta de proibir a escala 6×1. Outros 14,3% afirmaram discordar em parte. Já 14,9% concordam em parte e 8,9% concordam totalmente. Os que não souberam ou não responderam somam 18%. Quando questionados sobre os possíveis impactos da mudança, 45,2% dos empresários afirmaram que a alteração pode impactar negativamente seus negócios. Para 35,9%, a medida não causaria impacto. Outros 11,1% acreditam que o impacto seria positivo, enquanto 7,8% não souberam ou não responderam. O levantamento também mostra que o tema ainda não é plenamente conhecido por todos os empresários. Conforme os dados, 57,2% dos entrevistados disseram estar sabendo da proposta de alteração da escala de trabalho, enquanto 38,1% afirmaram não ter conhecimento sobre o assunto. Outros 4,7% não souberam ou não responderam. Entre os empresários que acreditam em impacto negativo, a principal resposta sobre como tentariam reduzir os efeitos da mudança foi a incerteza: 41,6% disseram não saber o que fariam ou não responderam. Outros 17,4% afirmaram que poderiam aumentar o valor de produtos e serviços; 14,7% falam em reorganizar turnos e processos; 9,4% citam a contratação de MEI; 6,2% apontam a redução do horário de funcionamento; 5,6% mencionam aumentar o número de funcionários; e 5,1% falam em reduzir o quadro de colaboradores. O perfil dos entrevistados reforça a presença de pequenos negócios na amostra. Segundo a pesquisa, 49% são MEIs, 33% microempresas e 12% empresas de pequeno porte. Apenas 4% se declararam de médio ou grande porte. Em relação ao faturamento, 40% informaram faturar até R$ 81 mil por ano e 32% acima de R$ 81 mil até R$ 360 mil por ano. Os setores mais representados foram serviços, com 30%, e comércio, com 29%. Também participaram empresários dos segmentos de alimentação, bares e restaurantes, agropecuária, construção civil, indústria e outros ramos. Para as entidades responsáveis pelo levantamento, os dados indicam que o debate sobre o fim da escala 6×1 precisa considerar a realidade de quem emprega, administra equipes e mantém empresas em funcionamento, especialmente nos pequenos negócios. O SIMPI também informou que está encaminhando ao Sebrae um pedido de esclarecimentos sobre a pesquisa nacional, por entender que os dados levantados em Rondônia, assim como em outros estados onde há pesquisas regionais, apontam uma percepção diferente entre os empresários. A entidade defende que qualquer mudança envolvendo a jornada de trabalho seja discutida com responsabilidade, levando em conta os impactos econômicos, operacionais e sociais para empresas e trabalhadores. Segundo o setor produtivo, a proposta deve ser debatida com profundidade, já que pode afetar diretamente custos, escalas de atendimento, funcionamento aos finais de semana, contratação de funcionários, preços ao consumidor e sustentabilidade dos pequenos negócio
Ver pesquisa: https://drive.google.com/file/d/1hTJ9TMrSg4up2kOKbeDt4uwnIGbf-2El/view?usp=sharing
Assista: https://youtu.be/fuDFAQnpIWc
Reforma tributária: setembro será a hora de definir que rumo seguir
A implementação da reforma tributária introduz novos elementos de análise para as empresas enquadradas no Simples Nacional. Além da manutenção dos limites de faturamento sem atualização nos últimos anos, o novo modelo exigirá que micro e pequenas empresas avaliem qual regime tributário apresenta maior adequação às características de suas operações. Marcos Tavares, advogado, diz que com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), os contribuintes do Simples Nacional poderão permanecer no regime tradicional ou optar por uma sistemática híbrida. Nesse formato, a apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da contribuição previdenciária sobre a folha de salários continuará sendo realizada pelo Simples Nacional, enquanto os tributos substituídos pelo IBS e CBS passarão a seguir as regras do regime geral. A escolha entre os modelos depende da estrutura de custos e da composição das atividades de cada empresa. Negócios com maior participação de insumos sujeitos à incidência tributária tendem a ampliar a possibilidade de aproveitamento de créditos ao longo da cadeia produtiva. Por outro lado, atividades com maior peso da mão de obra e menor utilização de insumos podem apresentar menor volume de créditos recuperáveis. A análise também envolve o perfil dos clientes. Nas operações realizadas com pessoas jurídicas, os créditos de IBS e CBS poderão ser apropriados pelos adquirentes, o que pode influenciar as relações comerciais e a formação de preços. Já nas vendas destinadas ao consumidor final, que não utiliza créditos tributários, os efeitos da escolha do regime tendem a seguir uma dinâmica diferente. O Simples Nacional permanece caracterizado como um regime tributário previsto em lei complementar, sem enquadramento como benefício fiscal. Nesse contexto, a reforma estabelece que a definição pelo modelo de tributação deverá ocorrer até 30 de setembro de 2026, antes da divulgação das alíquotas efetivas que serão aplicadas ao IBS e à CBS. A necessidade de decisão antecipada exigirá projeções sobre custos, créditos tributários, fornecedores, clientes e impacto financeiro das operações. O processo envolve a realização de simulações para identificar os efeitos do novo sistema sobre cada atividade econômica e sobre o posicionamento da empresa dentro da cadeia produtiva. A discussão também inclui a possibilidade de alteração do prazo para escolha do regime tributário, com propostas voltadas à realização da opção no início do exercício seguinte, em modelo semelhante ao adotado nos regimes de lucro presumido e lucro real. Enquanto as definições regulatórias são concluídas, empresas enquadradas no Simples Nacional e microempreendedores individuais são orientados a avaliar os impactos da reforma e os mecanismos de apropriação e transferência de créditos previstos no novo sistema.
Assista: https://youtu.be/liWvzZ5EFz0
Desaceleração do IGP-M em maio indica menor pressão sobre os preços na produção
De acordo com análise do economista Otto Nogami, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou variação de 0,84% em maio, abaixo dos 2,73% observados em abril. No acumulado do ano, o indicador soma alta de 3,79%. Conhecido por sua utilização em contratos de aluguel, o IGP-M também é acompanhado como um sinalizador da dinâmica futura da inflação por incorporar, em sua composição, indicadores relacionados aos custos da produção. Entre eles está o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por medir a variação dos preços no setor produtivo e que possui peso de 60% na formação do índice. Em maio, o IPA avançou 0,91%, após registrar alta de 3,49% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), outro componente do IGP-M, apresentou variação de 0,77%, frente a 1,04% em abril. O movimento de desaceleração desses indicadores aponta para uma redução no ritmo de crescimento dos preços nos segmentos de produção e construção. A trajetória observada está alinhada ao comportamento histórico dos índices de preços ao longo do ano. Em geral, os indicadores apresentam variações mais elevadas nos primeiros meses, seguida por desaceleração entre maio e julho, antes de uma nova aceleração nos meses finais do calendário. Os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços já haviam sido identificados nos dados anteriores, especialmente em abril. O resultado de maio sugere um processo de acomodação, com os indicadores retornando a um padrão compatível com o histórico recente de comportamento dos preços. A evolução desse movimento dependerá dos resultados a serem divulgados nos próximos meses.
Assista: https://youtu.be/Il0XDxkCWe4
Inflação! Choque nos preços do petróleo pressiona inflação
A trajetória da inflação continua sendo influenciada por fatores externos e domésticos que afetam a formação dos preços na economia. Entre os elementos recentes está a elevação das cotações internacionais do petróleo, iniciada no fim de fevereiro, quando o barril do tipo Brent passou de níveis próximos a US$ 70 para valores acima de US$ 120, mantendo posteriormente um comportamento de oscilações. O economista Roberto Luis Troster analisa que o movimento teve reflexos sobre os preços dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil, contribuindo para pressões inflacionárias de curto prazo. Esse tipo de variação é caracterizado como um choque de oferta, situação em que a elevação dos custos decorre de fatores externos ao funcionamento da demanda doméstica. Nesses casos, a tendência dos preços depende da evolução das condições que originaram o choque, especialmente do cenário geopolítico que afeta o mercado internacional de energia. Além dos combustíveis, a dinâmica inflacionária é influenciada por componentes relacionados ao comércio internacional. Produtos como soja, milho e carne possuem preços fortemente vinculados ao comportamento da taxa de câmbio. A manutenção de um câmbio em patamar mais baixo reduz o custo relativo desses bens e contribui para conter a inflação. Outro fator relevante está associado ao setor de serviços, cuja estrutura de custos depende de forma significativa do mercado de trabalho. A desaceleração do crescimento do emprego e a estabilização do número de ocupados tendem a reduzir pressões sobre os salários, limitando a transmissão de aumentos de custos para os preços finais. A combinação desses elementos sugere um cenário em que os efeitos inflacionários decorrentes da alta do petróleo podem ser parcialmente compensados pela evolução do câmbio e pela menor pressão proveniente do mercado de trabalho. Nesse contexto, as projeções indicam a possibilidade de desaceleração da inflação em ritmo superior ao esperado anteriormente, com potenciais reflexos sobre a trajetória das taxas de juros.
Assista: https://youtu.be/myFthd7Ze7U


Fonte: Tribuna Popular

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