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CMN altera regras do Eco Invest para impulsionar projetos sustentáveis

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na quinta-feira (26), mudanças estratégicas nas normas da Linha Eco Invest Brasil. A nova resolução permite que o Ministério da Fazenda estabeleça contrapartidas para os bancos que desejam acessar os recursos do programa. Na prática, as instituições financeiras poderão ser obrigadas a aplicar capital próprio em ações de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e modelagem de projetos, enfrentando o gargalo da baixa viabilidade técnica que hoje trava investimentos no setor.
A expectativa do governo é que o fortalecimento da estruturação das propostas aumente a qualidade da carteira de investimentos e atraia mais capital privado para a agenda verde. Setores como a bioeconomia, que demandam apoio intensivo nas fases iniciais de organização produtiva, são os principais alvos da mudança. Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa não utiliza verba pública direta nessas contrapartidas, garantindo que o estímulo à transição ecológica ocorra sem impacto fiscal negativo.
Resultados do programa e foco em setores estratégicos
O programa Eco Invest Brasil é uma parceria entre os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, integrando a estratégia nacional de mitigação de emissões e adaptação climática. No balanço de 2025, a iniciativa mobilizou R$ 75 bilhões em capitais levantados, resultando em R$ 14 bilhões em financiamentos efetivamente concedidos. Com as novas regras, o colegiado busca acelerar a conversão desses recursos em projetos reais, reduzindo a distância entre a disponibilidade de crédito e a execução das obras sustentáveis.
A reunião que definiu as novas diretrizes foi liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Para estados da Região Norte, como Rondônia, a medida é vista como uma oportunidade de ouro para estruturar projetos de manejo florestal sustentável e agricultura de baixo carbono. A melhoria na modelagem econômico-financeira pode facilitar o acesso de cooperativas locais e pequenas empresas a fundos internacionais de investimento verde.
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Fonte: News Rondônia

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