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Chefe do órgão eleitoral do Peru renuncia após crise logística nas eleições

O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, Piero Corvetto, apresentou sua renúncia ao cargo nesta terça-feira (21), em meio a uma crise de confiança sobre o processo eleitoral de 12 de abril. A demissão ocorre após graves falhas logísticas que impediram o voto de mais de 63 mil cidadãos no primeiro turno, gerando uma onda de acusações de fraude por parte de candidatos conservadores. Corvetto, que ocupava o posto desde 2020, afirmou em sua carta que a saída busca garantir que o segundo turno, previsto para junho, ocorra em um ambiente de “maior confiança cidadã”.
A apuração oficial dos votos caminha em ritmo lento e permanece estagnada em aproximadamente 94% das cédulas processadas. Os dados consolidados até esta manhã confirmam a liderança da conservadora Keiko Fujimori, que soma cerca de 17% dos votos válidos. No entanto, a definição de quem enfrentará Fujimori no segundo turno permanece um mistério matemático. O congressista de esquerda Roberto Sánchez (12,0%) e o ultraconservador Rafael López Aliaga (11,9%) estão separados por uma margem flutuante de apenas 14 mil votos, o que mantém o país em estado de paralisia política.
A pressão sobre Corvetto aumentou após o Júri Nacional de Eleições (JNE) apresentar uma queixa-crime contra ele devido ao atraso na entrega de materiais de votação em diversas seções eleitorais de Lima. Além disso, o gerente de gestão eleitoral da ONPE, José Samamé Blas, foi detido na última semana após admitir a responsabilidade direta pelos problemas técnicos. Apesar do caos administrativo, observadores da União Europeia reiteraram que, embora existam falhas operacionais evidentes, não foram encontrados indícios que sustentem uma narrativa de fraude deliberada no pleito.
O Júri Nacional de Eleições estima que o resultado final e oficial do primeiro turno só será conhecido em meados de maio, após a revisão manual de milhares de atas eleitorais contestadas ou com inconsistências. Enquanto isso, as missões internacionais pedem calma à população e respeito às instituições. O sucessor de Corvetto terá o desafio imediato de reorganizar a logística para a votação de junho, sob o olhar atento de uma sociedade polarizada e profundamente desconfiada da transparência dos sistemas de contagem de votos.
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Fonte: News Rondônia

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