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Chefe do antiterrorismo dos EUA renuncia e nega ameaça do Irã

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, oficializou sua renúncia nesta terça-feira, 17. Em uma carta aberta que gerou forte repercussão em Washington, o agora ex-diretor afirmou não poder apoiar a guerra em curso no Irã, classificando-a como um conflito sem benefícios ao povo americano. Kent, que era ligado ao Escritório Nacional de Inteligência (DNI), atribuiu o início das hostilidades à influência direta do governo de Israel e de seu lobby sobre a administração de Donald Trump.
Veterano de guerra com 20 anos de serviço e 11 destacamentos em combates, Kent destacou que o Irã não representava uma ameaça iminente à nação. Segundo ele, o presidente Trump foi enganado por uma “câmara de eco” composta por funcionários estrangeiros e setores da mídia que prometiam uma vitória rápida. O ex-diretor comparou a estratégia atual às táticas utilizadas para envolver os EUA na guerra do Iraque, alertando para o risco de uma nova armadilha militar no Oriente Médio.
A saída de Kent expõe fissuras na base de apoio de Trump, que se elegeu com um discurso crítico às intervenções militares externas. A renúncia ganha um contorno pessoal dramático, pois Kent recordou a perda de sua esposa, a militar Shannon Kent, em um atentado na Síria. Ele afirmou que não permitiria que a próxima geração fosse enviada para morrer em uma “guerra fabricada”. A posição de Kent ecoa as declarações da diretora do DNI, Tulsi Gabbard, que em 2025 já havia negado a existência de um programa de armas nucleares ativo no Irã.
Analistas internacionais apontam que o pretexto nuclear pode estar sendo usado para forçar uma mudança de regime em Teerã. O objetivo estratégico seria neutralizar a oposição à política de Washington na região e conter o avanço econômico da China no Oriente Médio. Enquanto a Casa Branca mantém a ofensiva, a renúncia de uma figura central da inteligência eleva o debate sobre a legitimidade e os verdadeiros custos da agressão militar em solo persa.
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Fonte: News Rondônia

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