O preço da cesta básica apresentou queda em 10 capitais brasileiras entre maio e junho de 2026, enquanto outras 17 cidades registraram aumento, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Os dados divulgados nesta quarta-feira (8) mostram que as maiores altas no período ocorreram em Boa Vista, com aumento de 3,28%, seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
Entre as capitais que tiveram redução nos valores, sete estão localizadas na região Nordeste.
São Paulo registra maior valor da cesta básica
Apesar das variações mensais, a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas foi registrada em São Paulo, com valor médio de R$ 965,47.
Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 937,93; Rio de Janeiro, com R$ 920,94; e Florianópolis, com R$ 918,42.
Já os menores valores médios foram encontrados em capitais das regiões Norte e Nordeste, considerando as diferenças na composição regional da cesta. Os menores preços foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Café, açúcar e óleo de soja tiveram redução
Entre os produtos analisados, o café em pó apresentou queda de preço em 25 capitais pesquisadas. As reduções variaram de 4,82%, em Goiânia, até 0,39%, em Campo Grande.
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As maiores altas do produto ocorreram em Macapá (5,37%) e Natal (0,05%).
O açúcar também apresentou redução em 25 capitais, com destaque para as quedas no Rio de Janeiro (-7,16%), Porto Alegre (-4,93%) e João Pessoa (-4,27%).
Segundo a pesquisa, o avanço da colheita do café e da cana-de-açúcar aumentou a oferta dos produtos e contribuiu para a redução dos preços no varejo.
O óleo de soja também registrou queda em 24 cidades avaliadas. A maior disponibilidade do produto e uma demanda por biocombustíveis abaixo da expectativa influenciaram a redução dos valores.
Feijão teve alta em todas as capitais
Na contramão de outros alimentos, o feijão apresentou aumento de preço em todas as capitais brasileiras analisadas entre maio e junho de 2026.
A alta variou de 2,10%, em Belo Horizonte, até 18,92%, em Manaus. De acordo com a pesquisa, a redução da área cultivada e problemas climáticos nas primeiras e segundas safras contribuíram para a valorização do produto.
O leite integral e a carne bovina de primeira também tiveram aumento na maior parte das cidades pesquisadas. O leite subiu em 16 capitais, enquanto a carne registrou alta em 19 localidades.
No caso da carne bovina, o cenário foi influenciado pelos elevados volumes exportados e pela menor oferta do produto. Em algumas cidades, porém, o consumo interno mais fraco ajudou a conter os preços no varejo.
Pesquisa acompanha preços da cesta básica em 27 capitais
A parceria entre Conab e Dieese começou em 2024 com o objetivo de ampliar o acompanhamento dos preços dos alimentos básicos e contribuir com políticas públicas de segurança alimentar e abastecimento.
Com a ampliação da coleta, a pesquisa passou a acompanhar 27 capitais brasileiras, com divulgação dos resultados a partir de agosto de 2025.
Os dados completos sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica estão disponíveis na análise mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pela Conab e pelo Dieese.
Com informações da ‘CONAB – Assessoria de Imprensa’,
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Fonte: News Rondônia