As principais centrais sindicais do Brasil iniciam neste fim de semana uma articulação nacional para pressionar os senadores em cada unidade da federação pela antecipação da votação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz a jornada semanal para 40 horas. A mobilização em torno da PEC 221 de 2019 foi definida nesta sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026, durante reunião do Fórum das Centrais Sindicais, convocada após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizar que a pauta será analisada apenas após o término do pleito eleitoral.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, criticou o adiamento e afirmou que a cobrança será realizada diretamente nas ruas pelos eleitores. A agenda sindical prevê intensificação de panfletagens em centros comerciais onde a escala 6×1 é predominante, reforço nas redes sociais e atos públicos. Por outro lado, entidades patronais, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, defendem que mudanças nas relações trabalhistas exigem análises técnicas aprofundadas e ponderam que o debate não deve ocorrer sob a pressão do calendário eleitoral.
Perguntas frequentes
Qual é o número oficial da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho?
A proposta tramita sob a numeração PEC 221 de 2019.
Qual é a principal mudança pretendida na legislação trabalhista com a PEC?
O fim da escala de seis dias trabalhados por um de descanso e a redução para 40 horas semanais.
Quem preside atualmente a Central Única dos Trabalhadores?
A entidade é liderada por Sérgio Nobre.
Qual confederação patronal pediu publicamente o adiamento da votação para depois das eleições?
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
Em que data foi definida a nova agenda de mobilização pelas centrais sindicais?
A decisão ocorreu nesta sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026.
Com informações de Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia