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Celular nas escolas de Porto Velho: nova lei muda rotina dos alunos e desafia famílias

A rotina dos estudantes brasileiros passou por uma mudança significativa com a entrada em vigor da Lei Federal nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos nas escolas de educação básica. Em Porto Velho, a nova legislação já vem sendo aplicada por diversas instituições de ensino, que intensificaram orientações aos alunos e às famílias sobre as novas regras.
Uma das escolas que reforçou oficialmente o cumprimento da norma foi a Escola Estadual Professor João Bento da Costa, que divulgou comunicado aos pais e responsáveis esclarecendo as restrições previstas pela legislação federal.
Embora a medida tenha alcance nacional, seus efeitos começam a ser percebidos diretamente dentro das salas de aula da capital rondoniense, onde educadores observam mudanças no comportamento dos estudantes e na dinâmica escolar.
Como funciona a nova lei dos celulares nas escolas?
A Lei Federal nº 15.100/2025 determina que estudantes da educação básica não utilizem celulares durante o período escolar, incluindo:

Salas de aula;
Recreios;
Intervalos;
Demais atividades pedagógicas.

Existem exceções previstas pela legislação.
O uso dos aparelhos continua permitido quando houver:

Finalidade pedagógica autorizada pelo professor;
Necessidade relacionada à saúde;
Recursos de acessibilidade;
Inclusão educacional;
Situações emergenciais.

O objetivo da medida não é eliminar completamente a tecnologia do ambiente escolar, mas garantir que ela seja utilizada de forma adequada e alinhada ao processo de aprendizagem.
Porto Velho intensifica a aplicação da norma
Escolas reforçam orientações às famílias
Em Porto Velho, a aplicação da lei vem exigindo um trabalho conjunto entre escolas, professores e responsáveis.
A Escola Estadual Professor João Bento da Costa destacou em seu comunicado que a colaboração das famílias é fundamental para o sucesso da iniciativa. A orientação é que os responsáveis conversem com os estudantes sobre a importância do cumprimento das regras e dos benefícios que a medida pode trazer para o ambiente escolar.
Além das orientações internas, instituições de ensino da rede pública estadual têm recebido direcionamentos para demonstrar as ações adotadas no cumprimento da legislação.
A expectativa é que a adaptação aconteça gradualmente, permitindo que os estudantes compreendam as mudanças e desenvolvam novos hábitos durante o período escolar.
O que pode mudar no desempenho dos alunos?
Menos distrações e mais foco
Diversos estudos realizados nos últimos anos apontam que o uso excessivo de celulares está diretamente relacionado à redução da concentração em ambientes de aprendizagem.
Notificações constantes, redes sociais, vídeos curtos e aplicativos de mensagens competem com a atenção dos estudantes durante as aulas.
Ao reduzir esse estímulo, especialistas acreditam que os alunos podem apresentar:

Maior capacidade de concentração;
Melhor retenção de conteúdo;
Participação mais ativa nas atividades;
Aumento do rendimento acadêmico;
Menor índice de dispersão durante as aulas.

Educadores destacam que a atenção é um dos principais recursos para a aprendizagem e que a diminuição das interrupções digitais pode favorecer significativamente o desenvolvimento escolar.
Impactos na convivência entre os estudantes
Mais interação e menos isolamento
Outro ponto observado pelas escolas é o fortalecimento das relações interpessoais.
Nos últimos anos, tornou-se comum ver estudantes utilizando celulares até mesmo durante os recreios, reduzindo o contato presencial com colegas.
Com a nova regra, especialistas acreditam que os alunos tendem a:

Conversar mais entre si;
Participar de atividades coletivas;
Desenvolver habilidades sociais;
Melhorar a comunicação interpessoal;
Fortalecer laços de amizade.

A convivência escolar é considerada uma etapa importante do desenvolvimento emocional e social dos jovens, especialmente durante a infância e adolescência.
Saúde mental também está entre os objetivos
Redução da dependência digital
A discussão sobre o uso excessivo de telas ganhou força nos últimos anos em diversos países.
Pesquisas internacionais vêm associando o consumo exagerado de conteúdos digitais ao aumento de ansiedade, dificuldade de concentração e problemas relacionados ao sono.
Embora a escola não seja o único ambiente onde os estudantes utilizam celulares, a restrição durante parte do dia é vista como uma oportunidade para reduzir a hiperconectividade e estimular hábitos mais equilibrados.
Para psicólogos e educadores, a medida pode contribuir para uma relação mais saudável dos jovens com a tecnologia.
Desafios para escolas e famílias
Apesar dos benefícios apontados, a implementação da lei também apresenta desafios.
Entre eles estão:

Resistência de alguns estudantes;
Adaptação das rotinas escolares;
Fiscalização do cumprimento das regras;
Necessidade de conscientização contínua;
Participação ativa das famílias.

Especialistas afirmam que o sucesso da legislação depende menos da punição e mais do trabalho educativo realizado pelas instituições de ensino e pelos responsáveis.
O cenário nacional
A discussão sobre celulares nas escolas não acontece apenas no Brasil.
Países como França, Itália, Holanda e Reino Unido já adotaram medidas semelhantes para restringir o uso de dispositivos móveis por estudantes durante o período escolar.
As iniciativas surgiram a partir de preocupações relacionadas ao desempenho acadêmico, à saúde mental e à qualidade das relações sociais dentro das escolas.
No Brasil, a Lei Federal nº 15.100/2025 segue a mesma linha ao buscar um equilíbrio entre o acesso à tecnologia e a preservação do ambiente educacional.
Dados rápidos
Local: Porto Velho e demais municípios brasileiros
Data: Ano letivo de 2025 e 2026
Órgão responsável: Ministério da Educação e sistemas de ensino
Investimento: Não informado
Público beneficiado: Estudantes da educação básica
Perguntas Frequentes (FAQ)
O uso de celular foi totalmente proibido nas escolas?
Não. O uso continua permitido em situações pedagógicas, de acessibilidade, saúde, inclusão e emergência.
A lei vale apenas para escolas públicas?
Não. A legislação se aplica às instituições públicas e privadas da educação básica em todo o Brasil.
Como Porto Velho está aplicando a norma?
Escolas da capital vêm reforçando orientações aos estudantes e responsáveis, além de adotar procedimentos internos para garantir o cumprimento da legislação.
A medida pode melhorar o desempenho escolar?
Especialistas apontam que a redução das distrações digitais pode aumentar a concentração e favorecer a aprendizagem.
Os pais têm papel nessa mudança?
Sim. A parceria entre família e escola é considerada fundamental para o sucesso da aplicação da nova lei.
A restrição ao uso de celulares nas escolas representa uma das maiores mudanças recentes na rotina educacional brasileira. Em Porto Velho, a medida já começa a produzir reflexões dentro das salas de aula e nas famílias, que agora precisam se adaptar a uma nova realidade.
Mais do que retirar aparelhos das mãos dos estudantes, a proposta busca recuperar a atenção, fortalecer a convivência e criar condições mais favoráveis ao aprendizado. O desafio agora será garantir que a tecnologia continue sendo uma ferramenta educacional importante, mas sem comprometer aquilo que a escola tem de mais valioso: o desenvolvimento integral dos alunos.

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Fonte: News Rondônia

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