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Caso Henry: celular da babá levou polícia a descobrir agressões

O segundo dia de julgamento do caso Henry Borel, ocorrido nesta terça-feira (26) no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi marcado pelo depoimento do delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª Delegacia Policial à época do crime. O depoente afirmou que a descoberta de prints de mensagens no celular da babá do menino, Thayná de Oliveira Ferreira, foi o elemento determinante para desmascarar a narrativa sustentada pelos acusados, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva.
Segundo o delegado, o caso foi inicialmente apresentado como um acidente doméstico, versão reiterada pelo casal, que alegava uma queda da cama. No entanto, a análise do laudo cadavérico, que apontou lesões sérias em diversos órgãos e manchas pelo corpo, somada à reprodução simulada dos fatos na residência, comprovou que os ferimentos eram incompatíveis com a história contada. A utilização de softwares avançados de recuperação de dados foi fundamental para acessar diálogos deletados que revelaram episódios anteriores de agressão.
O papel da omissão e da pressão
O depoimento reforçou que Monique tinha pleno conhecimento das violências sofridas pelo filho e que, ao contrário do que a defesa chegou a alegar, não mantinha uma relação de submissão. Mensagens recuperadas indicam que a mãe, em diversos momentos, confrontava o então companheiro e orientou a babá a apagar evidências. Além disso, Damasceno relatou a tentativa de obstrução da justiça por parte de Jairinho, que teria pressionado um executivo da Rede D’Or para agilizar o atestado de óbito e evitar o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML).
O caso, que chocou o país em março de 2021, aponta que Jairo Souza Santos Júnior espancou o menino de quatro anos até a morte, enquanto Monique Medeiros omitiu-se de sua responsabilidade de proteção. Além dos crimes contra Henry, o delegado mencionou relatos de outras ex-companheiras de Jairinho sobre agressões a seus filhos, incluindo episódios de afogamento e fraturas. O julgamento, que teve a renúncia de um dos advogados de defesa durante a sessão, deve seguir nos próximos dias com depoimentos de outras testemunhas.
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Fonte: News Rondônia

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