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Carros de luxo do “Careca do INSS” são apreendidos em nova operação da PF

Carros de luxo do “Careca do INSS” são apreendidos em nova operação da PF

O “Careca do INSS” durante CPI. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira um mandado de busca e apreensão em endereço no Distrito Federal ligado ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em nova fase da operação que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. Agentes apreenderam três veículos, dois de luxo e um de colecionador.
Imagem: Inteligência artificial
A PF já havia indiciado Antunes no primeiro inquérito concluído da investigação. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a operação desta terça.
A corporação afirma que a medida busca limitar o acesso de Antunes a recursos financeiros. A apuração mira suspeitas de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Na semana passada, a PF concluiu um dos braços da investigação e apontou que 48 pessoas participaram de um esquema de fraude e desvio de R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Esse inquérito deriva da Operação Sem Desconto, que investiga cobranças associativas não autorizadas em aposentadorias e pensões.
Veja os carros apreendidos:
Audi                                                         BMW                                                     Chevrolet
Inquérito aponta desvios ligados à Conafer
A investigação concluída trata de suspeitas envolvendo a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, a Conafer. A PF indiciou o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, suspeito de receber vantagens indevidas e acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa; ele negou ter cometido irregularidades ao longo da apuração.
A lista de indiciados também inclui o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes; o procurador do INSS Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho; José Carlos Oliveira, ex-diretor de Benefícios, ex-presidente do INSS e ex-ministro da Previdência; e o ex-deputado Euclydes Pettersen. Para a PF, os valores desviados ingressavam nos cofres da Conafer e depois seguiam para empresas de fachada ligadas a operadores financeiros.
Em trecho do relatório, a corporação afirma que a “organização criminosa permitiu o desvio de mais de R$ 708 milhões dos aposentados e pensionistas, dinheiro que era escoado imediatamente para empresas de fachada e usado para enriquecimento ilícito e corrupção de agentes públicos”. Auditorias da Controladoria-Geral da União apontaram indícios de filiações irregulares e autorizações obtidas de forma fraudulenta ou sem consentimento dos beneficiários.
Mensagens obtidas na investigação indicam que integrantes do chamado núcleo financeiro usavam apelidos para tratar de ex-integrantes da cúpula do órgão: Alessandro Stefanutto aparecia como “Italiano”, o ex-diretor do INSS André Fidelis como “Herói A” e o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho como “Herói V”. Em nota, a Conafer afirmou que respeita o trabalho da PF, do Ministério Público e do Poder Judiciário, mas ressaltou que “o indiciamento constitui uma manifestação produzida na fase investigativa”; as apurações sobre outras entidades suspeitas e demais núcleos seguem em procedimentos separados.
Fonte: Diario do Centro do Mundo


Fonte: Tribuna Popular

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