A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, lamentou publicamente a exposição negativa enfrentada pela Corte nas últimas semanas em função das denúncias de envolvimento de magistrados do tribunal no caso do Banco Master. A manifestação oficial da magistrada ocorreu nesta terça-feira, dia 15 de setembro de 2026, durante o julgamento no plenário que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão acabou sendo suspensa após um pedido de vista regimental formulado pelo ministro Flávio Dino, sem nova data definida para retomada.
Durante seu discurso perante os demais integrantes da Corte, Cármen Lúcia afirmou estar em estado de profunda consternação e tristeza com o cenário institucional. Segundo a ministra, o Supremo Tribunal Federal, apontado constitucionalmente como o guarda da Constituição, acabou provocando um mal-estar cívico generalizado em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros ao longo dos últimos dias. Para a magistrada, a espetacularização em torno do caso gerou um grande prejuízo social em um momento em que o país deveria concentrar esforços na discussão de seus rumos durante o processo eleitoral.
Votação preliminar, posicionamento de Luiz Fux e desdobramentos da crise
O placar parcial do julgamento registrou 4 votos a 3 a favor da análise separada da conduta de Alexandre de Moraes e dos atos praticados pelo então relator do caso Master, o ministro André Mendonça. A própria ministra Cármen Lúcia acompanhou o entendimento do presidente do STF, Edson Fachin, de votar em separado as denúncias contra Mendonça e Moraes, posição idêntica à adotada pelos ministros Luiz Fux e pelo próprio Mendonça. Antes da manifestação de Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux argumentou que não há conexão jurídica entre as petições, classificando uma como suposto abuso de autoridade e a outra como apuração de atos ilícitos.
Os votos contrários, favoráveis ao julgamento conjunto das suspeitas, foram proferidos por Gilmar Mendes, autor da questão de ordem, além de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como Flávio Dino pediu vista do processo, sua posição favorável ao fracionamento da análise não foi contabilizada no placar final da sessão. A crise institucional teve início no dia 1 de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo de um relatório policial contendo dezenas de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro direcionadas a Moraes, desencadeando pedidos mútuos de investigação entre os ministros.
Perguntas frequentes
Qual ministra do STF manifestou profunda consternação com a crise no tribunal?
A ministra Cármen Lúcia.
Em qual data ocorreu a sessão da Corte Suprema marcada por debates sobre o caso Master?
Nesta terça-feira, dia 15 de setembro de 2026.
Qual ministro formulou o pedido de vista que suspendeu o andamento do julgamento?
O ministro Flávio Dino.
Qual foi o placar parcial registrado antes da interrupção da análise colegiada?
O placar parcial foi de 4 votos a 3.
Qual ministro apresentou a questão de ordem para tentar unificar a pauta de julgamento?
O ministro Gilmar Mendes.
Com informações de Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia