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Eleições 2026 Política

Bruno Scheid aciona a Justiça Eleitoral contra áudio “fake” e cobra identificação dos autores da farsa

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O candidato ao Senado Bruno Scheid acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) nesta quinta-feira (1º) para pedir a retirada imediata de um áudio que denuncia como falso e a identificação dos responsáveis por sua produção e divulgação. Bruno nega categoricamente ter pronunciado as palavras atribuídas a ele e sustenta que a gravação foi criada ou manipulada por inteligência artificial para atingir sua candidatura às vésperas da eleição.

O conteúdo começou a circular na noite de quarta-feira (30), a quatro dias do primeiro turno. Na representação, a defesa pede que as publicações sejam removidas em até duas horas após determinação judicial e que sejam preservados os dados necessários para rastrear a origem do arquivo.

A cobrança vai além de tirar o material das redes. Bruno quer identificar quem produziu a gravação, quem a repassou e como ela chegou às páginas e aos grupos de WhatsApp.

A ação foi apresentada contra os responsáveis pela publicação e disseminação do conteúdo, identificados na representação. A defesa pede que eles informem de quem receberam o áudio e apresentem os dados do arquivo que permitam rastrear sua origem e o caminho percorrido até a divulgação.

Testes indicam manipulação

Os advogados submeteram o arquivo a diferentes ferramentas de detecção de voz sintética e anexaram os resultados à representação. Uma delas apontou probabilidade de 100% de conteúdo gerado por inteligência artificial. Outra atribuiu à gravação uma pontuação de autenticidade de 20 em 100 e classificou a amostra como provavelmente deepfake. Um terceiro serviço apresentou o resultado “Fake”.

A defesa ressalta que os testes constituem indícios convergentes de falsificação e não substituem uma perícia. Para esclarecer tecnicamente o caso, Bruno se colocou à disposição da Justiça Eleitoral para fornecer amostras de voz e realizar exame de comparação por perito nomeado judicialmente.

Apuração da origem e responsabilização

A representação pede que Meta e Google preservem informações das contas envolvidas, registros técnicos e dados de upload que possam ajudar a identificar os responsáveis. O objetivo é alcançar tanto quem disseminou o conteúdo quanto quem eventualmente tenha produzido o áudio.

Os advogados também solicitam medidas para impedir novas republicações e o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventuais crimes eleitorais.

Assinada por Richard Campanari e Luiz Felipe da Silva Andrade, a ação pede, ao final do julgamento, a confirmação da retirada do material, a proibição de sua nova divulgação durante o período eleitoral e a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis.

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