O Brasil está prestes a retornar ao grupo das dez maiores economias do mundo em 2026, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) consolidados pela Austin Ratings. O desempenho positivo da economia nacional, que registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre deste ano resultado superior às expectativas do mercado, foi determinante para que o país voltasse a superar o Canadá no ranking global medido em dólares correntes.
Desempenho econômico acelerado
Entre os 45 países avaliados pela consultoria, o Brasil apresentou o sexto maior crescimento econômico no início de 2026, ficando atrás apenas de nações como China, Coreia do Sul e Dinamarca. O impulso veio, fundamentalmente, do setor de serviços e da retomada dos investimentos, conforme dados do IBGE. Com essa trajetória, o país projeta alcançar um PIB de 2,637 trilhões de dólares, mantendo uma disputa acirrada pela nona posição com a Rússia.
A projeção de crescimento do Brasil para 2026 foi revisada pelo FMI em abril, subindo de 1,6% para 1,9%. Especialistas apontam que a manutenção desse ritmo pode levar o país à nona colocação já em 2027. Vale ressaltar que o ranking é calculado em dólares correntes, o que significa que o câmbio desempenha um papel crucial: a valorização do real frente à moeda americana expande o valor nominal do PIB brasileiro no cálculo internacional.
Desafios no PIB per capita
Apesar do avanço no ranking global, o Brasil enfrenta um desafio persistente no que diz respeito à renda média de sua população. O PIB per capita estimado pelo FMI permanece em um patamar de aproximadamente 10 mil dólares, mantendo o país distante das economias desenvolvidas. Nesse indicador, o Brasil encontra-se posicionado próximo a nações como a Albânia, evidenciando que, embora o tamanho da economia cresça, a distribuição de renda por habitante ainda exige avanços estruturais para que o desenvolvimento econômico reflita em maior prosperidade social.
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Fonte: News Rondônia