O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta sexta-feira (12), balanço sobre o enfrentamento ao trabalho infantil no país. Em 2025, o órgão registrou o afastamento de 4.318 crianças e adolescentes de situações de exploração laboral, resultado de um esforço recorde de mais de 10 mil ações fiscais. A tendência de combate à prática segue mantida em 2026, com outros 1.108 casos identificados e interrompidos apenas nos primeiros quatro meses do ano.
Riscos ao desenvolvimento
Segundo os dados oficiais, mais de 70% das crianças e adolescentes resgatados estavam expostos a atividades que oferecem graves riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico. As fiscalizações concentraram-se em setores onde a mão de obra irregular é recorrentemente identificada, como no comércio varejista, serviços de alimentação incluindo restaurantes e lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e indústrias.
Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco aparecem de forma recorrente entre os estados com os maiores números de afastamentos tanto no balanço de 2025 quanto no acumulado de 2026. Outras unidades da federação, como Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, também concentram esforços significativos de fiscalização e proteção da infância.
Fortalecimento da proteção
Para o coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães, o crescimento das ações fiscais demonstra a eficácia do monitoramento. “A atuação da Inspeção do Trabalho constitui um instrumento essencial para a identificação, a interrupção e a prevenção do trabalho infantil, contribuindo de forma decisiva para a proteção e a garantia dos direitos fundamentais”, afirmou.
O governo mantém o Sistema Ipê Trabalho Infantil como o canal oficial e exclusivo para o recebimento de denúncias sobre casos de exploração. A ferramenta visa facilitar a notificação por parte da sociedade e garantir que as equipes de fiscalização possam agir com rapidez para interromper ciclos de violação de direitos, assegurando que crianças e adolescentes tenham garantido seu direito ao desenvolvimento pleno e à proteção contra abusos laborais.
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Fonte: News Rondônia