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Brasil planeja centro para enfrentar emergências de saúde

O Brasil articula a criação do Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), uma estrutura permanente destinada a tornar o país mais preparado contra surtos, pandemias e ameaças sanitárias agravadas por mudanças climáticas. A proposta, idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), visa garantir uma resposta nacional unificada, técnica e científica, funcionando como uma política de Estado vinculada ao Ministério da Saúde e com governança a cargo da Fiocruz.
Articulação e intersetorialidade
Diferente das respostas fragmentadas observadas em crises anteriores, o centro operará em rede, promovendo a integração constante entre os setores de saúde, meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia. Segundo Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS, o objetivo é superar a falta de coordenação e o negacionismo científico, utilizando evidências sólidas para embasar decisões. “Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, afirma.
Fortalecimento do SUS e agilidade técnica
Especialistas e gestores, como o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, destacam que a nova estrutura elevará a qualidade técnica do enfrentamento a emergências. O centro contará com um corpo especializado e permanente de epidemiologistas, médicos e matemáticos. Além de monitorar riscos e implementar a Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp), a instituição terá agilidade para atuar em cenários complexos, como os enfrentados recentemente pelo país, que lidou simultaneamente com epidemias de dengue, mpox, oropouche e riscos de gripe aviária.
Perspectivas legislativas
O governo federal mantém a expectativa de instituir o centro como política de Estado, blindando-o de intercorrências políticas. Atualmente, o Ministério da Saúde discute o encaminhamento de um projeto de lei para consolidar essa estrutura e atualizar o arcabouço legal pós-pandemia. Embora a meta seja avançar nas discussões ainda em 2026, especialistas projetam que a implementação efetiva da nova instituição e do Sinares (Sistema Nacional de Avaliação das Residências) deva consolidar-se a partir de 2027.
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Fonte: News Rondônia

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