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Brasil desperdiça 95% do lixo que poderia voltar para a economia

O Brasil enfrenta o desafio de transformar montanhas de lixo em riqueza econômica. Um estudo inédito em andamento no país busca identificar o potencial de resíduos descartados que podem retornar ao ciclo produtivo como matéria-prima. Atualmente, o Brasil gera cerca de 215 mil toneladas de resíduos residenciais por dia, mas apenas 5% desse total é efetivamente aproveitado. Segundo Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental, empresa responsável pelo diagnóstico, reaproveitar esse material deixou de ser apenas uma meta ambiental para se tornar uma necessidade estratégica de mercado.
A primeira fase da pesquisa, focada na gravimetria (análise da composição do lixo), revelou que mais de 50% do que os brasileiros jogam fora são restos de alimentos. O restante do descarte é composto por 17% de papel e papelão, 13% de plástico e 9% de vidro. O estudo agora avança para mapear onde está a demanda por esses materiais e como funciona o mercado para cada fração, buscando integrar produtos que hoje acabam em aterros sanitários e lixões diretamente na economia circular.
Para viabilizar a inovação no setor, o projeto recebeu um aporte de R$ 84 milhões em crédito do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico Tecnológico (FNDCT), por meio da Finep. O investimento contempla, além da pesquisa com entrega prevista para setembro, a construção de um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) em Aquiraz, no Ceará. A unidade contará com estruturas de compostagem, triagem automatizada e tratamento de chorume para produção de água destilada, servindo como modelo de eficiência tecnológica.
O governo federal, por meio do programa Mais Inovação Brasil, também disponibiliza recursos não reembolsáveis para projetos focados em descarbonização e circularidade. Segundo Paulo José Resende, gerente da Finep, há uma oferta de R$ 150 milhões disponível até o dia 31 de agosto para empresas que buscam desenvolver tecnologias ousadas. Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estima investir R$ 108 bilhões no setor, incentivando que a tecnologia se torne o cerne da atividade industrial e impulsione a competitividade brasileira no cenário global.
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Fonte: News Rondônia

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