Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O contingenciamento de R$ 4,363 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, determinado pelo governo federal em 29 de março de 2026, levou o Exército a suspender operações de monitoramento e combate ao crime organizado nas fronteiras do país.
A informação foi divulgada pela CNN Brasil com base em fontes militares que acompanhavam as ações em campo.
Impacto no Exército
Do total bloqueado na Defesa, cerca de R$ 1,5 bilhão era destinado especificamente ao Exército.
Os recursos financiavam operações do Comando Militar da Amazônia e do Comando Militar do Oeste em regiões de fronteira com Colômbia, Peru e Bolívia, rotas estratégicas do tráfico internacional de drogas, contrabando de armas, garimpo ilegal e desmatamento clandestino.
Operação Ágata
A principal ação afetada foi a Operação Ágata, conduzida pelo Exército em parceria com outros órgãos de segurança nas faixas de fronteira da Amazônia e do Centro-Oeste.
Em 2026, antes da paralisação, a operação havia apreendido mais de 15 toneladas de drogas, neutralizado 62 dragas utilizadas no garimpo ilegal e paralisado 117 balsas clandestinas em áreas de fronteira.
Contingenciamento
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O Ministério da Defesa foi a pasta mais atingida pelo contingenciamento geral de R$ 22,1 bilhões aplicado pelo governo no Orçamento de 2026.
Na sequência aparecem o Ministério das Cidades, com R$ 3,32 bilhões, o Ministério da Educação, com R$ 1,605 bilhão, o Ministério dos Transportes, com R$ 1,5 bilhão, o Ministério da Fazenda, com R$ 1,396 bilhão, e o Ministério da Saúde, com R$ 1,002 bilhão.
Ponto político
A paralisação das operações nas fronteiras se dá na mesma semana em que os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
O governo Lula contestou a medida americana usando o argumento da soberania nacional. A oposição apontou a contradição: ao mesmo tempo em que o Planalto rejeita a classificação americana como interferência externa, corta o orçamento das operações militares que monitoram as fronteiras por onde as facções operam.
Fonte: Conexão Política