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Brasil assume presidência da Zopacas e defende Atlântico Sul sem guerras

O Brasil assumiu, nesta quinta-feira (9), a presidência rotativa da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) para um mandato de três anos. Em reunião realizada na Escola Naval, no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que a prioridade do país será manter a região livre de armas nucleares e de disputas geopolíticas. O chanceler brasileiro enfatizou que, em um momento de tensões crescentes no Oriente Médio e na Europa, o Atlântico Sul deve ser preservado como um espaço de cooperação e sustentabilidade.
A Zopacas reúne 24 nações da América do Sul e da costa oeste africana, cobrindo uma vasta área estratégica que o governo brasileiro considera vital para sua política externa. Durante a abertura do encontro, Vieira ressaltou a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o impacto econômico dos conflitos internacionais nos países em desenvolvimento. Segundo o ministro, a alta nos preços de energia e alimentos é um reflexo direto de rivalidades externas que não devem ser importadas para o hemisfério sul.
Além da diplomacia pela paz, o Brasil pautou o encontro com metas ambiciosas para a conservação marinha. Ainda nesta quinta-feira, deve ser assinada a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, estabelecendo medidas rigorosas contra a poluição oceânica. O governo brasileiro também reiterou a intenção de aprovar a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul ainda este ano, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção da biodiversidade.
No campo da segurança, a aliança foca no combate ao tráfico de drogas, pirataria e pesca ilegal em águas sul-atlânticas. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) também atua como braço estratégico, oferecendo projetos estruturantes em áreas como agricultura familiar, alimentação escolar e redução da pobreza. Com o maior litoral banhado pelo Atlântico Sul, o Brasil busca consolidar sua liderança regional por meio de parcerias voluntárias que fortaleçam a soberania e a estabilidade econômica das nações parceiras.
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Fonte: News Rondônia

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