O Bolsa Família começa a ser pago nesta quarta-feira (17) para 19,3 milhões de famílias brasileiras, consolidando-se como o principal programa de transferência de renda do país. Neste mês, o Governo Federal destinará R$ 13,08 bilhões para atender beneficiários nos 5.571 municípios brasileiros, com valor médio de R$ 677,66 por família.
O calendário de pagamentos segue até o dia 30 de junho e é organizado de acordo com o último número do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários.
Além do cronograma regular, 207 municípios receberam os recursos de forma antecipada e unificada devido a situações de emergência e calamidade pública causadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e inundações.
Benefícios extras ampliam proteção às famílias
O Bolsa Família mantém os benefícios complementares criados na reformulação do programa em 2023, com foco especial na proteção de crianças, adolescentes e gestantes.
Neste mês, 8,44 milhões de crianças de até seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, que garante um adicional de R$ 150 por criança. O investimento específico nessa faixa etária ultrapassa R$ 1,19 bilhão.
Outros benefícios complementares asseguram um adicional de R$ 50 para 14,35 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 670 mil gestantes e 339 mil nutrizes, totalizando mais de R$ 706 milhões em investimentos.
Programa atende públicos prioritários
O Bolsa Família também contempla grupos considerados prioritários pelo governo.
Em junho, o programa alcança:
282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua;
258,9 mil famílias indígenas;
302,8 mil famílias quilombolas;
56,3 mil famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão;
423,4 mil famílias de catadores de materiais recicláveis.
Os dados mostram ainda que 84% dos responsáveis familiares são mulheres, totalizando 16,22 milhões de beneficiárias.
Outro destaque é a predominância de famílias negras entre os contemplados. Segundo o Cadastro Único, 36,66 milhões de beneficiários se identificam como pretos ou pardos, representando 73,2% do total atendido.
Regra de Proteção beneficia famílias que aumentaram a renda
Uma das inovações do novo Bolsa Família é a chamada Regra de Proteção, criada para permitir que famílias permaneçam no programa mesmo após conseguirem emprego formal ou aumento de renda.
Nessa modalidade, os beneficiários recebem 50% do valor do benefício por até um ano, facilitando a transição para uma situação financeira mais estável.
Atualmente, 2,26 milhões de famílias são atendidas por essa regra, com investimento superior a R$ 832 milhões.
Nordeste lidera número de beneficiários
A Região Nordeste continua concentrando o maior número de famílias atendidas pelo programa.
São 8,97 milhões de beneficiários, com investimento de R$ 6,03 bilhões.
Na sequência aparecem:
Sudeste: 5,50 milhões de famílias;
Norte: 2,49 milhões;
Sul: 1,32 milhão;
Centro-Oeste: 1,03 milhão.
Entre os estados, a Bahia lidera o número de beneficiários, com 2,38 milhões de famílias, seguida por São Paulo, com 2,31 milhões.
Roraima tem o maior valor médio do país
No ranking dos maiores valores médios pagos por família, o destaque é Roraima, onde o benefício médio chega a R$ 735,66.
Também aparecem entre os maiores valores médios:
Amazonas – R$ 724,47;
Acre – R$ 721,04;
Amapá – R$ 720,89;
Pará – R$ 698,31.
Os números reforçam a importância do Bolsa Família como instrumento de combate à pobreza, segurança alimentar e redução das desigualdades sociais em todas as regiões do país.
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Fonte: News Rondônia