O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte turbulência nesta quarta-feira (3), impulsionado por uma onda global de aversão ao risco. Investidores reagiram com extrema cautela diante da escalada militar no Oriente Médio e das preocupações em torno de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil, gerando perdas acentuadas.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), registrou uma queda de 2,22%, fechando o pregão aos 170.330 pontos. Esta foi a maior perda diária registrada desde o início de maio, fazendo com que o indicador despencasse para o seu menor nível de faturamento e pontuação desde janeiro deste ano.
No mercado de câmbio, o movimento de fuga de capitais para ativos mais seguros fez a moeda americana disparar. O dólar comercial avançou 1,14% e fechou cotado a R$ 5,067, operando na máxima de R$ 5,09 ao longo da tarde. O real acabou tendo um dos piores desempenhos globais entre as moedas de países emergentes.
O mau humor das bolsas internacionais foi amplificado pelo agravamento dos confrontos na região estratégica do Estreito de Ormuz. Esse cenário geopolítico instável fez o preço do barril de petróleo Brent subir 1,89%, cotado a US$ 97,81, o que reacende o temor globalizado sobre os impactos da inflação energética.
Além das guerras no exterior, o cenário doméstico foi impactado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que avançou com uma proposta de taxação de 25% sobre exportações brasileiras. O mercado agora segue em compasso de espera, operando de forma defensiva antes do feriado nacional.
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Fonte: News Rondônia