Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

Atuação do MPRO resulta em condenação de réu por chacina em Guajará-Mirim

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve, na última segunda-feira (4), a condenação de Tanus dos Santos a 111 anos de prisão em regime fechado. O julgamento, realizado em Guajará-Mirim, refere-se a uma chacina ocorrida em 2013, que vitimou uma mulher, seus dois filhos e um irmão.
Conforme a denúncia apresentada pelos promotores Marcus Alexandre Oliveira e Luciano Aquino Rodrigues, o réu assassinou Luciene de Almeida (28), seus filhos Elizandro (15) e Renato (5), além do cunhado Jokley Lima Brito (20). O inquérito apontou que o condenado mantinha um relacionamento com Luciene e já demonstrava histórico de agressividade.
No dia do crime, sob efeito de substâncias, o homem executou a mulher e a criança de 5 anos com tiros na testa. Em seguida, obrigou a vítima a atrair o outro filho e o irmão para o local, onde foram emboscados e baleados. O caso gerou grande comoção social na época, motivando inclusive tentativas de invasão à delegacia local.
O julgamento ocorreu sem a presença do réu, que está foragido desde 2016, após escapar de uma unidade prisional em Porto Velho. Tanus dos Santos agora integra a lista de difusão vermelha da Interpol. Os jurados reconheceram o homicídio qualificado, destacando agravantes como motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O promotor Marcus Alexandre Oliveira explicou que, embora o crime tenha características de feminicídio, a tipificação ainda não existia em 2013. A pena foi rigorosamente aplicada somando as execuções e o uso de um crime para encobrir o outro, resultando no total de 111 anos.
A família das vítimas acompanhou a sessão e demonstrou forte emoção com o veredito. Para o Ministério Público, a sentença representa uma resposta necessária à brutalidade dos atos cometidos, mesmo com o condenado ainda pendente de captura pelas autoridades internacionais.
A justiça determinou o cumprimento imediato da pena assim que o indivíduo for localizado. A decisão reforça o papel das instituições de segurança e do Poder Judiciário no combate à violência doméstica e na punição de crimes bárbaros cometidos contra crianças e mulheres no estado de Rondônia.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias