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Atraso em verba federal gera crise de segurança para a Copa do Mundo nos EUA

A segurança da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos enfrenta um cenário de incerteza a menos de três meses do início do torneio. Autoridades federais, estaduais e da Fifa manifestaram preocupação com o atraso na liberação de US$ 625 milhões (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) em fundos de segurança aprovados pelo Congresso americano em 2025. Embora a Fema tenha anunciado a concessão dos subsídios na última quarta-feira (18), o cronograma para a aquisição de tecnologias e equipamentos essenciais é considerado “extremamente apertado” por especialistas do setor.
O alerta financeiro coincide com a divulgação de relatórios de inteligência que detalham ameaças concretas ao evento, que será sediado simultaneamente por EUA, Canadá e México. Os documentos citam o risco de ataques extremistas contra a infraestrutura de transportes, além da possibilidade de agitação civil motivada pelas políticas de imigração do governo Donald Trump. O estado de alerta é amplificado pela guerra em curso no Oriente Médio, que elevou o temor de retaliações em solo americano durante a competição.
Ameaças à infraestrutura e propaganda extremista
Os preparativos para a competição entram em uma fase crítica de planejamento tático. Relatórios de inteligência de setembro de 2025 descrevem fóruns online incentivando ataques a redes ferroviárias, especificamente na Costa Oeste e no Canadá, visando descarrilamentos durante os jogos. Em Nova Jersey, sede da grande final, autoridades monitoram a proliferação de propaganda extremista e o potencial para manifestações espontâneas decorrentes de tensões geopolíticas globais.
Especialistas afirmam que o processo de distribuição de verbas e implementação de protocolos de segurança costuma levar meses. Com o início da Copa no México em 11 de junho, e nos EUA e Canadá no dia seguinte, o atraso no financiamento e os avisos de ameaça agravaram um processo logístico já complexo, colocando em xeque a capacidade de resposta imediata das sedes.
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Fonte: News Rondônia

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