A guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quarta-feira (18), com ataques diretos a infraestruturas de energia no Golfo Pérsico. O Irã lançou mísseis contra a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar um dos maiores centros de exportação de gás do mundo, causando danos extensos. Simultaneamente, a Arábia Saudita informou ter interceptado quatro mísseis balísticos direcionados a Riad e neutralizado um ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país. A escalada ocorre após o campo de gás de Pars, em território iraniano, também ter sido atingido em uma operação atribuída a Israel.
A ofensiva iraniana é uma resposta imediata à morte de altos funcionários de seu governo, incluindo o ministro da Inteligência, Esmail Khatib, e o chefe de Segurança, Ali Larijani, em ataques israelenses. O governo de Benjamin Netanyahu autorizou seus militares a eliminar qualquer autoridade do alto escalão iraniano sem necessidade de aprovações adicionais. Em represália, Teerã listou refinarias e complexos petroquímicos na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar como “alvos legítimos”, exigindo a evacuação imediata dessas áreas.
A instabilidade na região, responsável por 20% do fornecimento global de petróleo e gás através do agora bloqueado Estreito de Ormuz, provocou um choque nos mercados financeiros. O preço do petróleo Brent subiu 5%, superando a marca de US$ 108 por barril, enquanto as bolsas de valores registraram quedas acentuadas. Nos Estados Unidos, o preço do diesel ultrapassou os US$ 5 por galão, gerando pressão política sobre o governo de Donald Trump, que deve anunciar medidas de contenção de preços nas próximas 48 horas.
O fechamento do Estreito de Ormuz estrangula o escoamento de energia para a Europa e Ásia. Pela primeira vez no conflito, usinas e refinarias de vizinhos árabes tornaram-se alvos diretos, ameaçando a capacidade produtiva a longo prazo. Embora a União Europeia defenda uma solução diplomática para garantir a passagem segura de carga, Israel afirma que “ninguém no Irã tem imunidade”, indicando que a ofensiva militar deve continuar.
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Fonte: News Rondônia

