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Arco Norte consolida liderança na importação de fertilizantes e exportação de grãos

A região do Arco Norte consolidou-se como o principal corredor logístico para a entrada e saída de insumos e produtos agropecuários no Brasil. Os dados constam no Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3, divulgado nesta terça-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O complexo portuário superou o tradicional Porto de Paranaguá.
A mudança no fluxo comercial iniciou-se em 2024 e ganhou força no decorrer de 2025. No ano passado, os terminais nortistas registraram a internalização de 13,36 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes. Em contrapartida, o porto paranaense contabilizou o desembarque de 10,89 milhões de toneladas desses mesmos insumos químicos.
O crescimento nas importações pelo agrupamento portuário setentrional atingiu a marca de 62,7% no período entre 2021 e 2025. O presidente da Conab, Sílvio Porto, avalia que o deslocamento das rotas do Sul para o Norte otimizou os custos operacionais. Os investimentos governamentais em infraestrutura viária encurtaram as distâncias.
A eficiência econômica do Arco Norte ampara-se no modelo logístico conhecido como frete de retorno. Os caminhões e composições deslocam-se carregados com soja e milho em grãos em direção aos portos. No trajeto de volta, os mesmos veículos transportam fertilizantes fosfatados, ureia e potássio para as fazendas.
O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, enfatizou o papel do governo federal na manutenção desse sistema. “Isso torna evidente a importância de continuar com os investimentos em sistemas de transportes”, declarou o dirigente. A complementação da cadeia produtiva aumenta a competitividade nacional.
O Porto de Itaqui, no Maranhão, liderou o desembarque regional, respondendo por 34% dos fertilizantes internalizados. O Porto de Santarém, no Pará, participou com 22% do volume, captando cargas destinadas a Mato Grosso. O terminal de Salvador, na Bahia, movimentou 21%, focando no atendimento da região produtora do Matopiba.
O avanço na importação de adubos é reflexo direto da preferência dos produtores pelo Arco Norte para o escoamento de safras. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de grãos cresceram 59% desde 2021. O volume saltou de 36,56 milhões para 58,06 milhões de toneladas em 2025.
O Porto de Itacoatiara, no Amazonas, registrou o maior crescimento percentual, com uma alta expressiva de 188% no período analisado. No balanço geral de exportações de soja de 2025, os terminais nortistas escoaram 36,2% do volume nacional de 108,18 milhões de toneladas. No caso do milho, a região respondeu por 48% das 40,98 milhões de toneladas comercializadas.
A consolidação do corredor logístico também gera debates acerca dos impactos territoriais gerados pela expansão agrícola na Amazônia. O presidente da Conab ponderou que o avanço acende alertas sobre desmatamento e tensionamentos agrários. O plano estratégico da região envolve a inclusão de novos modais de transporte em Rondônia, Pará e Amapá.
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Fonte: News Rondônia

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