Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

AO MESTRE, COM CARINHO (I) – AMIGOS COMENTAM PAULO QUEIROZ

Lúcio Albuquerque 69 99910 8325

Todo dia 15 de abril é dia de lembrar do mais importante analista político que o jornalismo rondoniense já produziu e que, 15 de abril iria bebemorar seus 77 anos, 33 dos quais em Rondônia. Para lembrar a figura do PQ, pedi a jornalistas que com ele trabalharam que fizessem um texto para lembrar dele, falecido em 2011.
MARA PRAGUASSU – Paulo Queiroz e eu nos encontramos no Estadão do Norte. Foi lá meu primeiro emprego como jornalista. Pura sorte. Leitor contumaz, generoso e companheiro, aprendi com ele, um profissional que tinha prazer de orientar, ouvir, e naqueles dias do final da década de 80 era uma estrela para nós por seu texto primoroso e sua coluna sempre aguardada pelos que gostavam de acompanhar a política.
PAULO RICARDO – Iniciei no jornalismo conhecendo medalhões da área, a exemplo do Paulo Queiroz, profissional de grande conhecimento e humildade. Quando terminava a coluna Política em Três Tempo, no extinto jornal O Estadão do Norte, sempre mandava para eu ler. Eu ficava até sem jeito, mas sempre dizia: “eu não escrevo só pra mim. As pessoas têm que entender o que escrevo”. Até hoje levo isso e sigo seu exemplo.
Montezuma Cruz: “Comadre, tu já é boa no rádio, será versátil aqui”, disse Paulo Queiroz à radialista Rejane Lima Verde, incumbindo-a de se familiarizar com o noticiário internacional. Rejane não apenas aprendeu, como fechou diversas edições do extinto O Guaporé, enquanto o chefe se deliciava nas noitadas do Senado Bar, em frente ao jornal. Exibia seu talento na Coluna com retrato de Bruna Lombardi (sim, era esse o nome), editava nossas matérias e descentralizava sua obrigação diária, confiando o trabalho aos colegas de Redação. Ele era assim.
Zacarias Pena Verde: Em uma das movimentadas tardes na redação de O Estadão do Norte, na sede da Rua Duque de Caxias, ao diagramar a coluna Política em Três Tempos, assinada pelo brilhante Paulo Queiroz, li uma nota que criticava o governo, uma analogia ao caos enfrentado pelo governante utilizando a obra do escritor irlandês Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray”, com uma vida de excessos, crimes, corrupção, tornando-se perverso, enquanto sua aparência permanece impecável, no retrato. Li o livro e vi que tudo que Paulo escreveu fazia sentido.
ABDORAL CARDOSO – O PQ era assim: Humilde, culto e cordial. Daqueles articulistas políticos argutos e sagazes no enunciado de seus textos. Dava gosto lê-los e impressionava-me sempre o estilo de redação, mesclando a linguagem culta e coloquial para tecer seus enunciados e opiniões acerca dos temas abordados, para o deleite de uma legião de leitores cativos. Obrigado, PQ, pela oportunidade e o compartilhamento dos ensinamentos.
Jornalistas lembram o melhor articulista político de Rondônia
Mara: O Paulo tinha prazer em ensinar


Fonte: Tribuna Popular

+Notícias

Últimas Notícias