A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo decisivo na regulação dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras, com a publicação de duas portarias nesta quinta-feira (16). A medida oficializa a criação de grupos de trabalho (GTs) destinados a aprimorar o controle sanitário e garantir a segurança dos pacientes. A iniciativa surge em resposta ao aumento exponencial do uso desses fármacos e à necessidade de combater práticas irregulares de comercialização e prescrição.
O primeiro grupo, estabelecido pela Portaria 488/2026, reúne representantes dos conselhos federais de Medicina (CFM), Farmácia (CFF) e Odontologia (CFO). Com duração prevista de 45 dias, o GT focará na análise de evidências científicas e dados de farmacovigilância. O objetivo é identificar falhas na comunicação de riscos aos profissionais de saúde e elaborar materiais orientativos que promovam o uso racional, evitando que o apelo estético se sobreponha à segurança clínica.
A segunda frente de atuação, formalizada pela Portaria 489/2026, será composta por técnicos da própria Anvisa. Este grupo terá 90 dias para monitorar a implementação de um plano de ação estratégico e subsidiar as decisões da diretoria colegiada. Com reuniões quinzenais, os especialistas avaliarão indicadores de resultados e proporão medidas de aprimoramento regulatório, garantindo que a autarquia responda com agilidade aos novos desafios impostos por esse mercado em expansão.
A criação desses grupos consolida a carta de intenção assinada no início da semana entre a agência e os conselhos profissionais. A estratégia busca unir forças na troca de informações técnicas e em ações educativas voltadas à população. Com o monitoramento mais rigoroso, a Anvisa pretende mitigar riscos sanitários e assegurar que medicamentos originalmente indicados para o tratamento de doenças crônicas, como diabetes e obesidade, não sejam utilizados de forma indiscriminada ou sem a devida supervisão médica.
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Fonte: News Rondônia