A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) firmou nesta quinta-feira (16), uma carta de intenção com os conselhos federais de Medicina (CFM), Odontologia (CFO) e Farmácia (CFF) para fortalecer o controle sobre os medicamentos agonistas do receptor GLP-1. Conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, substâncias como semaglutida e tirzepatida têm sido alvo de prescrições inadequadas e comércio ilegal. O objetivo da cooperação é alinhar ações educativas e técnicas para garantir que esses produtos sejam utilizados apenas sob rigoroso acompanhamento profissional.
O plano de ação responde ao aumento alarmante de irregularidades na importação, manipulação e venda desses fármacos. A Anvisa destaca que a popularização do uso para fins estéticos, muitas vezes fora das indicações de bula para diabetes e obesidade, expõe pacientes a graves riscos sanitários. Entre os perigos monitorados pela farmacovigilância está a pancreatite aguda, uma inflamação grave do pâncreas que pode evoluir para formas necrotizantes e fatais caso não haja supervisão médica adequada.
Recentemente, a fiscalização resultou na apreensão e proibição dos produtos Gluconex e Tirzedral, que eram vendidos ilegalmente pela internet como injetáveis de GLP-1. Segundo a agência, esses itens não possuem registro ou origem identificada, o que impede qualquer garantia sobre sua composição química. Além disso, a Polícia Civil interceptou um carregamento de mil frascos de tirzepatida contrabandeados do Paraguai, reforçando a existência de uma rede de distribuição clandestina no território nacional.
Para operacionalizar as novas diretrizes, a Anvisa publicará portarias criando grupos de trabalho que incluirão membros dos conselhos de saúde. Essas instâncias serão responsáveis por incentivar a notificação de eventos adversos e combater a publicidade irregular. A recomendação oficial é que a população evite adquirir qualquer medicamento injetável fora de farmácias estabelecidas e nunca utilize produtos sem o devido registro sanitário, priorizando sempre a prescrição por profissionais habilitados.
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Fonte: News Rondônia