A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou, nesta semana, uma consulta pública sobre a obrigatoriedade da cobertura de mamografia digital para todos os beneficiários de planos de saúde, independentemente de gênero ou faixa etária, desde que haja indicação médica. Atualmente, o exame é garantido pela rede privada apenas para mulheres entre 40 e 69 anos, uma limitação que a agência pretende remover para alinhar a regulação às práticas atuais de cuidado oncológico.
Tecnologia e diagnóstico
Considerada um avanço tecnológico frente à mamografia convencional, a versão digital oferece benefícios como a menor exposição à radiação, redução do tempo de compressão mamária durante o procedimento e a digitalização das imagens. Esse armazenamento facilita o histórico clínico da paciente e a análise comparativa por especialistas, sendo peça-chave na detecção precoce de alterações antes mesmo da manifestação de sintomas físicos.
A proposta de universalização da cobertura, aprovada pela diretoria da ANS no último dia 8, surgiu após debates na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). O entendimento técnico é que a mamografia digital já é um padrão consolidado e que a manutenção das restrições atuais pode comprometer o acesso oportuno ao diagnóstico, essencial para aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de terapias mais agressivas.
Participação social
A medida também reforça o caráter inclusivo da cobertura, estendendo o direito ao exame a pessoas de qualquer gênero, o que abrange, por exemplo, indivíduos não binários. Lenise Secchin, diretora da ANS, reforçou que a mudança reflete a evolução tecnológica do setor. “Não há mais justificativa para manter restrições de idade ou gênero para um exame tão importante”, pontuou.
A Consulta Pública 173 está aberta para o recebimento de contribuições da sociedade civil até o dia 11 de julho. Interessados em analisar a proposta técnica ou enviar comentários devem acessar o portal oficial da ANS na internet. Após a análise do feedback social, a agência tomará a decisão final sobre a incorporação definitiva do procedimento com as novas diretrizes ao rol de coberturas obrigatórias.
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Fonte: News Rondônia