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Anistia Internacional acusa EUA de violação do direito humanitário após ataque a escola no Irã

A Anistia Internacional divulgou, nesta segunda-feira (16), as conclusões de uma investigação que responsabiliza diretamente os Estados Unidos pelo ataque a uma escola na cidade de Minab, província de Hormozgan, no Irã. O bombardeio, ocorrido em 28 de fevereiro, resultou na morte de 168 pessoas entre elas, mais de uma centena de crianças que estavam em horário de aula. A organização acusa as forças norte-americanas de falharem gravemente em tomar precauções para proteger civis, violando o direito internacional humanitário.
Segundo o relatório, o edifício escolar foi atingido por armas guiadas juntamente com estruturas de um complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica. A Anistia sugere que os EUA podem ter utilizado informações de inteligência desatualizadas, já que o prédio da escola pertenceu ao complexo militar no passado. Erika Guevara-Rosas, diretora da ONG, afirmou que atacar um objeto civil protegido é estritamente proibido e que, se Washington sabia da presença de crianças e prosseguiu com a ofensiva sem aviso prévio ou mudança de horário, o caso deve ser investigado como crime de guerra.
O cenário internacional sobre o incidente permanece tenso. Além da Anistia, a Human Rights Watch também exigiu que os EUA prestem contas pela ação. O presidente Donald Trump, que inicialmente negou qualquer envolvimento e atribuiu a culpa às próprias autoridades iranianas, recuou parcialmente e declarou que aguardará o resultado das investigações. Enquanto isso, o número exato de vítimas e as circunstâncias da explosão ainda não puderam ser verificados de forma independente devido às restrições de acesso no país.
A Anistia Internacional solicitou audiências com altas autoridades diplomáticas para apresentar suas recomendações, que incluem a indenização integral das famílias e o processamento judicial dos responsáveis pelo planejamento do ataque. A organização também instou o governo iraniano a restabelecer o acesso à internet para a população e a permitir a entrada de observadores independentes, visando garantir a transparência sobre o que Erika classificou como um “local de matança em massa”.
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Fonte: News Rondônia

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