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Alagamentos são a maior preocupação em capitais brasileiras

Os problemas ambientais que mais afligem os moradores das capitais brasileiras atualmente são os alagamentos e as inundações, segundo a pesquisa “Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas”, divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. A preocupação com enchentes lidera as menções em cidades como Porto Alegre (64%), Goiânia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%). Em São Paulo, contudo, a poluição atmosférica é apontada como o principal desafio, citada por 51% dos entrevistados.
Percepção e desigualdade
O levantamento revela que a percepção de risco varia conforme o perfil socioeconômico da população:
Enchentes: São a principal preocupação entre entrevistados de maior escolaridade (43%) e das classes A/B (43%) e C (40%), tendo menor relevância para as classes D/E (28%).
Poluição do ar: É mais citada por pessoas de maior renda (acima de cinco salários mínimos, com 39%) e pelas classes A/B (38%), enquanto as classes D/E (24%) dão menos ênfase ao problema.
Para Jorge Abrahão, coordenador-geral do Cidades Sustentáveis, há uma mudança na pauta pública, com a sociedade exigindo mais atenção ao meio ambiente em comparação a tópicos tradicionais como saúde e educação. Contudo, ele aponta uma morosidade governamental, observando que gestores muitas vezes priorizam obras de visibilidade imediata, como asfaltamento, em detrimento de planos de prevenção ambiental.
Impactos climáticos e soluções
Ao serem questionados sobre os impactos das mudanças climáticas no dia a dia, os entrevistados destacaram o calor excessivo (33%) como o efeito principal, seguido pela poluição do ar (22%), preços dos alimentos (15%) e enchentes (11%).
Marina Silva, deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, defendeu durante o lançamento da pesquisa a urgência de uma atuação coordenada entre União, estados e municípios. Entre as medidas propostas, estão a criação de um conselho nacional de segurança climática e um marco regulatório rigoroso para lidar com emergências climáticas. “Não é só questão de adaptar e mitigar, mas de transformar em modelo sustentável de desenvolvimento”, argumentou a parlamentar.
O estudo, realizado entre 1º e 27 de dezembro de 2025, ouviu 3,5 mil pessoas online em diversas capitais brasileiras, contando com o apoio do Sesc SP e financiamento da União Europeia.
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Fonte: News Rondônia

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