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Advogado é investigado por facilitar comunicação entre facção dentro e fora de presídios em RO

Polícia Civil deflagra Operação Quirinus em Rondônia
A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (4), a terceira fase da Operação Quirinos, que investiga uma organização criminosa suspeita de ameaçar de morte servidores do sistema penitenciário. Entre os alvos está um advogado de Pimenta Bueno (RO), investigado por supostamente facilitar a comunicação entre detentos e integrantes da facção que estão fora dos presídios.
A segunda fase da operação foi realizada em agosto e mirou envolvidos em ataques a provedores de internet em Jaru (RO) e Theobroma (RO), ligados ao tráfico de drogas em Rondônia.
De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridas 10 medidas cautelares de busca e apreensão em Pimenta Bueno e Porto Velho. Também foram realizadas buscas e revistas em unidades prisionais das duas cidades, principalmente em alas destinadas a integrantes do Comando Vermelho.
Durante entrevista coletiva, o delegado Rondinelly Moreira afirmou que as investigações apontam que integrantes da facção utilizavam o sistema prisional para repassar ordens que eram executadas do lado de fora.
“Essas ordens que advinham de dentro do sistema prisional, ele fazia essa interlocução, esse caminho dessas informações, ordens, enfim, todo esse contexto”, explicou.
Segundo o delegado, o advogado é investigado por atuar como elo entre integrantes do Comando Vermelho que estão presos e membros da organização que estão fora do sistema penitenciário. A polícia também apura se ele teria favorecido o uso de aparelhos telefônicos por alguns detentos. A identidade do advogado não foi divulgada.
“Ele é investigado por ser o elo do controle interno do Comando Vermelho com o controle externo”, afirmou Rondinelly Moreira.
A Polícia Civil informou que a participação do advogado nos crimes ainda será esclarecida durante o inquérito policial.
Materiais apreendidos
Segundo o delegado, alguns materiais apreendidos durante a operação chamaram a atenção dos investigadores. O conteúdo ainda será analisado para verificar se há relação com os crimes investigados.
“Agora a gente tem que analisar tudo o que foi apreendido e, de fato, entender o contexto para que depois eu possa trazer para vocês mais informações a respeito, se é ilícito ou não aquilo que foi apreendido”, explicou.
A operação foi realizada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), vinculada ao Departamento de Estratégia e Combate ao Crime Organizado (DECCO), com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
Advogado é investigado por suposto elo entre Comando Vermelho
Reprodução/ Polícia Civil de Rondônia


Fonte:

g1 > Rondônia

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