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Ações do Governo e Petrobras freiam alta nas passagens aéreas

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, afirmou nesta sexta-feira (10) que o pacote de intervenções do Governo Federal e da Petrobras foi decisivo para conter uma explosão nos preços das passagens aéreas. Em entrevista à Rádio Nacional, Chagas explicou que, sem as medidas, o recente reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) poderia encarecer os bilhetes em até 30%. Com as ações de amortecimento, a estimativa é que o repasse ao consumidor final fique limitado à faixa de 10% a 12%.
A disparada no custo do combustível é reflexo direto da guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, elevando o preço do barril de petróleo no mercado internacional. Como o QAV representa cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas, qualquer variação impacta diretamente o caixa das empresas. Para suavizar esse efeito, a Petrobras optou por não aplicar o aumento de forma imediata, repassando apenas 18% agora e parcelando o restante pelos próximos seis meses.
Além do parcelamento, o Governo Federal anunciou a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins para o setor e disponibilizou uma linha de crédito especial para as empresas. Segundo o presidente da Anac, o objetivo é garantir fôlego financeiro às companhias para que elas mantenham as rotas ativas e evitem a perda de passageiros. “É de interesse das empresas, pois aviões vazios tornam as operações deficitárias e podem levar ao cancelamento de voos”, pontuou Chagas.
A Anac aguarda agora a adesão formal das companhias aéreas ao pacote de socorro, o que deve ocorrer nos próximos dias. O setor monitora com atenção o cenário geopolítico, esperando que a estabilização dos conflitos no exterior ajude a normalizar os preços dos derivados de petróleo. Por enquanto, as medidas funcionam como um anteparo para proteger o público que utiliza o transporte aéreo no Brasil contra os efeitos da crise energética global.
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Fonte: News Rondônia

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