As vivências do mundo que no espaço e tempo são apropriadas ao ser do ente humano, se tornam alojadas na heterotopia simbólica e transcendental da existência da alma em seu sentido mais peculiar da vida.
Enquanto a poética do espaço nos permite imbricar-se do mundo real ao surreal, as encantarias singulares e plurais da Amazônia vão se intensificando enquanto existir a relação do homem com a terra no cenário da natureza em estesia.
Mas quando há uma ruptura dessas relações, há também uma cisão que execra profundamente os modos de vida tradicionais de um povo ou coletividade. A vida humana torna-se fútil, esdrúxula, e descartável, diante do embrutecimento hostil que afrontosamente, despreza e ridiculariza um ente quando não se precisa mais dele.
As marcas territoriais ficam grudadas por entre torrões de sangue, enquanto a imaterialidade dos homens de ferro se esconde envergonhada no imaginário das ilusões de covas perdidas na mata.
Sob a égide um poder dominante hegemônico que continua desalojando almas é preciso continuar juntando os pedaços.
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Fonte: News Rondônia