Se Liga Rondônia
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A 2ª CONSTITUINTE ESTADUAL (V) – NOVA CAPITAL: IDEIA ANTES DO ESTADO

NOVA CAPITAL: IDEIA ANTES DO ESTADO
A ideia de mudar a capital de Rondônia – de Porto Velho para uma região na zona central do Estado – já começou a circular ainda à época do Território, quando os núcleos maiores dentre os que se fixaram nos municípios instalados em 1977, sendo as queixas mais recorrentes a falta de infraestrutura, desde a situação da BR-364, meio ano destruída pelo lamaçal e meio ano pela poeira e a buraqueira, a ausência do Judiciário, restrito ainda em 1980 a um juiz em Porto Velho e um em Guajará-Mirim, muitas vezes um só para atender os dois, período em que para reconhecer firma de um documento o interessado tinha de viajar até Porto Velho a mais de 700KM de Vilhena na divisa com Mato Grosso.
Em 1977 vereadores eleitos pelos distritos (Ariquemes, Vila Rondônia, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena) tomaram posse na Câmara em Porto Velho e cobraram a necessidade da capital “sair da beira do Rio Madeira”, justificando que a descentralização permitiria ao governo ser mais rápido no atendimento das necessidades daquelas comunidades, um discurso muito ouvido por lá através de lideranças comunitárias, políticas, classistas etc.
As cobranças eram cada vez mais sentidas à proporção que novos grupos de colonos chegavam em busca de terras e de meios de produção, no processo de mudança em que a economia tradicional “extrativo-vegetal” passava para a produção de bens de consumo voltados para a agropecuária.
Ainda na discussão da lei que criou o Estado a centralização da capital foi discutida, como lembrou o implantador do PIC Ouro Preto, o primeiro projeto de colonização do Incra em Rondônia, o agrônomo Assis Canuto, depois prefeito nomeado de Ji-Paraná, deputado federal (1983/87 e 87/91), vice-governador 1991/94).
“Eu falei para o governador Jorge Teixeira: insira logo no Projeto de criação do Estado a fixação da capital na região entre Ji-Paraná e Ouro Preto, mas ele respondeu que se fizesse isso o Projeto não passaria, mas que depois de aprovado a gente resolveria”.
“Foi um erro histórico!”, concluiu Canuto.
Canuto (prefeito de Ji-Paraná) com o presidente Figueiredo e o governador Jorge Teixeira
Desde a etapa final do Território houve propostas de levar a capital rondoniense para longe da beira do Rio Madeira
 


Fonte: Tribuna Popular

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