O Governo Federal, em ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), anunciou nesta quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, um pacote de medidas para punir empresas que praticarem assédio eleitoral contra seus empregados. Entre as sanções previstas estão o bloqueio de acesso a créditos públicos e a criação de um cadastro público de infratores, apelidado de “lista suja”.
Durante coletiva de imprensa em Brasília, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que uma força-tarefa especial foi estruturada para coibir demissões retaliatórias, coações e boicotes motivados por posições políticas. De acordo com o ministro, as restrições financeiras serão operacionalizadas com o apoio do Banco Central, que notificará a rede bancária do país sobre as instituições ou empresários autuados.
De acordo com dados apresentados pelo procurador regional do Trabalho, Maurício Coentro Pais de Mello, o MPT recebeu 1.140 denúncias de assédio eleitoral nos últimos três dias, somando um total de 3.080 registros desde o início do período de campanha. As notificações pós-pleito correspondem a cerca de 30% de todos os casos reportados na eleição de 2026.
O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, alertou que as punições atingirão tanto posturas abusivas contra empregados celetistas quanto contra prestadores de serviços autônomos. Representantes do Ministério da Justiça também reforçaram que as plataformas digitais serão responsabilizadas no combate a publicações e manifestações virtuais que incitem boicotes ou retaliações a trabalhadores por motivos ideológicos.
Perguntas Frequentes (FAQ) Quais medidas foram anunciadas pelo governo contra empresas que cometem assédio eleitoral?
Foi anunciada a criação de uma “lista suja” de empregadores infratores e a restrição ao acesso a linhas de crédito e financiamentos bancários públicos.
Quantas denúncias de assédio eleitoral foram registradas pelo MPT nas Eleições 2026?
O Ministério Público do Trabalho registrou 3.080 denúncias, das quais 1.140 ocorreram nos três dias após a votação.
Onde os trabalhadores atingidos podem realizar denúncias formais?
As denúncias podem ser protocoladas nos canais oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego e no portal do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Qual é o papel das redes sociais e plataformas digitais na fiscalização?
As plataformas têm o dever legal de remover proativamente conteúdos que estimulem constrangimento, retaliação ou discriminação contra trabalhadores por razões políticas.
Com informações de Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias
