Candidato usou experiência de vida e deu lição de empatia, inteligência e ironia, amenizando o clima tenso de um debate marcado por trocas de acusações, denúncias de corrupção e ofensas entre seus rivais ao Governo do Estado
Hildon Chaves, candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressistas, deu uma aula prática sobre como fazer política com ironia e inteligência e se sobressair sobre os demais. O debate realizado nesta segunda-feira (21), pela SICTV, em Porto Velho, foi marcado por trocas de acusações e farpas entre os rivais, entremeadas por denúncias de corrupção. Em meio ao clima tenso, Hildon soube finalizar o confronto de maneira bem-humorada e sob aplausos da plateia.
O fato de ser o candidato mais velho e, de longe, o mais experiente e bem-sucedido, permitiu a Hildon se dar ao luxo de dizer o que queria e ainda arrancar muitas risadas dos presentes, ao final de duas horas de uma disputa pesada e verborrágica. “Vamos fazer o seguinte: eu vou governar e, enquanto isso, cada um de vocês vai fazer qualquer outra coisa! Se não me atrapalharem, já estarão me ajudando, e muito!”, disse, resumidamente, citando nominalmente cada um de seus adversários na bancada.
Ex-promotor de Justiça por mais de 20 anos, empresário de sucesso e prefeito da capital por oito anos, Hildon foi capaz de elogiar seus rivais como se falasse a um grupo de funcionários, destacando as virtudes intrínsecas de cada um e oferecendo vagas de emprego de acordo com as suas capacidades.
“Enquanto eu governar, Expedito Netto será responsável pela pesca, Samuel Costa cuidará do meu Jurídico, Pedro Habib coordenará a Educação, Marcos Rogério será o porta-voz do Governo e Adailton Fúria poderá morar em Brasília com a família, como representante do Estado”, disse. Apesar do claro tom de brincadeira, Hildon conseguiu passar a mensagem de que “somente um administrador capacitado e experiente no combate à corrupção será capaz de tirar Rondônia do caos financeiro e fiscal no qual se encontra”.
ACUSAÇÕES
As denúncias de corrupção e farpas tomaram conta de boa parte dos debates. Samuel Costa e Expedito Netto trocaram graves acusações e ofensas pessoais. Samuel afirmou que Expedito responde “por uso e tráfico de drogas”, enquanto o petista revelou que Samuel teria “praticado violência contra mãe e filha”. Samuel disse que a denúncia “é mentirosa” e retrucou, afirmando que os pais de Netto, que são políticos bastante conhecidos de Rondônia, “estão inelegíveis por envolvimento em corrupção” e que “o problema é de família”, o que provocou fortes reações de Expedito.
Adailton Fúria e Marcos Rogério também trocaram acusações. “O Marcos Rogério recebeu um saco plástico com um milhão de reais em dinheiro vivo, por intermédio do gerente de um frigorífico de Cacoal, no caso denunciado este ano pelo candidato Jabá”, disse Fúria. O senador negou o caso e retrucou, citando o envolvimento de Fúria em suposto desvio de dinheiro público em obras de um hospital em Cacoal.
Hildon Chaves usou de ironia, ao revelar o teor de processos de corrupção envolvendo Fúria. “Nós dois somos os únicos com experiência em asfaltar cidades. Eu pavimentei mais de 800 quilômetros de ruas e avenidas em Porto Velho. Já o Fúria fez obras em Cacoal e ainda sobrou material pra asfaltar uma propriedade da própria família”. Fúria respondeu que “tem um número de CPF diferente de seu pai” e que foi “inocentado pela Justiça”. Hildon então lembrou que o processo contra Fúria “foi arquivado e desarquivado três vezes pela Justiça”. (ASSESSORIA)
Fonte: Tribuna Popular