Ao participar de sabatina nesta sexta-feira (18) à Rede TV! (SGC), o candidato ao governo Adailton Furia (PSD), da coligação “Gente que gosta de gente”, afirmou que fará uma revolução na saúde pública de Rondônia, a exemplo do trabalho que desenvolveu como prefeito. Diante da situação da saúde pública estadual, o tema foi o primeiro e um dos principais assuntos abordados na sabatina.
Prometida há mais de 20 anos por diferentes governos, a construção de um novo hospital de urgência e emergência na capital, para substituir o Pronto-Socorro João Paulo II, foi um dos primeiros questionamentos feitos ao candidato.
Furia afirmou que o assunto precisa ser tratado com seriedade e responsabilidade, “e não com promessas que se renovam e não se concretizam”. Para mudar a situação atual, o candidato propõe medidas simples e práticas, em vez de projetos de longo prazo.
Sabendo das dificuldades e do tempo necessário para construir um grande hospital, que pode exigir investimentos entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões e ter um processo de licitação que pode levar três, quatro anos ou mais, Furia defende o uso de prédios que já existem como forma de acelerar o atendimento à população.
No caso de Porto Velho, ele propõe dividir os atendimentos de urgência e emergência em duas unidades: uma para atender pacientes esfaqueados, baleados e infartados, entre outros casos, e outra destinada exclusivamente a vítimas de acidentes. Segundo Furia, esse modelo já foi implantado durante sua gestão como prefeito e apresentou bons resultados.
Como prefeito, Furia transformou uma antiga maternidade, com cerca de 40 anos, que também funcionava como hospital infantil e estava praticamente sem condições de atender à população. Segundo o candidato, no local eram registradas de 10 a 15 mortes de bebês por ano.
A unidade foi transformada em dois serviços. Furia criou o primeiro pronto-socorro infantil do Estado e reformulou a maternidade. O pronto-socorro infantil posteriormente se tornou uma UPA Infantil, enquanto a maternidade, segundo ele, é hoje uma das mais avançadas da região Norte.
Para construir o Hospital Municipal, em menos de dois anos, Furia utilizou o prédio de uma antiga faculdade, que atendia cerca de dois mil alunos, e o transformou em uma unidade de saúde com capacidade para atender 800 pacientes por dia e realizar o atendimento de 70 pacientes simultaneamente por hora.
ESTADUALIZAÇÃO
Essas medidas, segundo Furia, devem ser acompanhadas de outras duas ações. A primeira é mudar a forma como os recursos destinados aos serviços terceirizados são distribuídos.
“O Estado dispõe de R$ 1,3 bilhão para pagar esses contratos, mas usa de forma equivocada. Destina 70% para a capital e apenas 30% para o interior. É um modelo que serve apenas para congestionar ainda mais o João Paulo II e o Hospital de Base, uma vez que os pacientes precisam migrar para a capital para ter acesso a exames de alta complexidade. Vamos inverter: 70% para o interior e 30% para atender os pacientes da capital.”
Por fim, o candidato afirmou que, para reforçar a saúde no interior, uma das primeiras medidas será estadualizar os hospitais regionais de Ji-Paraná e Ariquemes.
“Isso vai aumentar o teto de recursos e, consequentemente, a capacidade de atendimento. Essas medidas não são experimentos. São coisas que eu já fiz como prefeito e sei que funcionam e deram resultado. É isso que vamos fazer inicialmente, na prática, sem burocracia”, afirmou.
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Fonte: News Rondônia