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POESIA: QUANDO O SUPREMO SE CALA

QUANDO O SUPREMO SE CALA

No Supremo, naquele dia,
Houve tensão na sessão,
Entre palavras e debates,
Cresceu a preocupação;
E o povo, atento, assistia
A cada manifestação.
De um lado, uma palavra,
Do outro, veio a resposta,
O debate ganhou força,
A divergência ficou exposta;
E a sessão que era solene
Teve a harmonia deposta.
Mendonça e Gilmar Mendes
Protagonizaram discussão,
Com palavras mais intensas
No decorrer da sessão;
Enquanto o Brasil acompanhava
Cada gesto e reação.
E Mendonça, em sua postura,
Tem mostrado outra visão,
Por vezes segue caminho
Distante da maioria então;
Com argumentos e convicções,
Expõe sua posição.
Moraes também foi citado
No centro da situação,
E o caso envolvendo o Master
Trouxe nova indagação;
Entre votos e argumentos,
Seguiu acesa a discussão.
Mas Justiça não é grito,
Nem disputa ou exaltação,
É respeito pelas provas,
Pelo rito e pela razão;
E a verdade deve encontrar
Seu caminho na decisão.
Quando ministros divergem,
É preciso compreender
Que o debate faz parte
Do dever de esclarecer;
Mas o respeito entre os pares
Também deve prevalecer.
Flávio Dino pediu vista,
E a sessão foi encerrada,
A decisão ficou pendente,
Sem ter a questão julgada;
E o Brasil segue atento,
À espera da nova jornada.
Que a toga seja respeitada,
Mas saiba também escutar,
Que ninguém esteja acima
Do dever de se explicar;
Pois a força da Justiça
Está no justo julgar.
Não importa o nosso lado,
Nem aquilo que pensamos,
Que a Justiça seja justa,
É somente o que esperamos;
Que prevaleça sempre a verdade
E a paz que tanto buscamos.
Que o Supremo seja Supremo,
Lugar de lei e de razão,
Onde a divergência encontre
Respeito na discussão;
Pois o Brasil precisa de Justiça,
Não de guerra ou divisão.
E quando a sessão terminar
Depois de tanta tensão,
Que permaneça no povo
A esperança na decisão;
Que a Justiça fale mais alto
Que qualquer confrontação.
Autor: Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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